terça-feira, agosto 21, 2012

Mais perdas para o cinema...

Joaquin Luis Romero Marchant
(1921 - 2012
)
Tony Scott
(1944 - 2012)


Obrigado pelas suas obras. Descansem em paz.

sexta-feira, agosto 17, 2012

OS CLONES DE STAR WARS!


Começou hoje em São Paulo uma das mostras de cinema mais impagáveis já realizadas no país. OS CLONES DE STAR WARS, idealizada por Felipe M. Guerra e Eduardo Santana, resgata 10 produções de diferentes nacionalidades como Turquia, Japão, Itália, Estados Unidos e Brasil que se apropriaram do sucesso de GUERRA NAS ESTRELAS para faturar uns trocados. Alguns dos títulos presentes na programação fizeram muito bem nas bilheterias dos cinemas de bairro e 'drive-ins', espaços em que o cinema popular sempre teve um retorno garantido de seu público-alvo. Conferir uma mostra como OS CLONES DE STAR WARS não é apenas se acabar de rir com a picaretagem de O HUMANÓIDE e STAR WARS TURCO, mas também se deleitar com uma experiência coletiva que deverá ser bem próxima da que o público do período teve. E isso, meus caros, é nada menos que maravilhoso. 

As sessões gratuitas (isso mesmo, 0800!) estão sendo realizadas na confortável sala de exibição da Biblioteca Viriato Corrêa com todos os filmes legendados em português, com a óbvia exceção de OS TRAPALHÕES NA GUERRA DOS PLANETAS, a nossa contribuição para o ciclo. 


Felipe e Eduardo são dois grandes caras que estão sempre dispostos a zelar e preservar a cultura do cinema de gênero no nosso país. E o futuro de mais mostras como essa depende e muito da frequência do público e da divulgação. Portanto, se você estiver em São Paulo e curte STAR WARS e cinema picareta, eu imploro: esteja presente em todos os dias que puder. E se você não estiver em São Paulo, divulgue a Mostra nas redes sociais, fale o quanto seria bacana se ela também fosse realizada em sua cidade. Quem sabe isso não seria possível?


 


domingo, agosto 12, 2012

Sobre a exibição de A FORTALEZA INFERNAL, no Cineclube Dissenso


Gostaria de agradecer a todos os presentes na sessão de ontem e a todos que divulgaram o evento. Acredito que, além de mim, apenas outro dos presentes já tinha assistido ao filme anteriormente (Luiz Felipe Botelho). É um objetivo de minha parte enquanto amante e pesquisador de cinema de gênero em fazer isso com o Cineclube Dissenso: trazer produções esquecidas, de difícil acesso e dignas de maior reconhecimento. Ontem tivemos um ótimo exemplo com A FORTALEZA INFERNAL (The Keep, 1983), longa rejeitado pelo próprio realizador e sem nenhum lançamento oficial nos formatos DVD/Blu-Ray.

Não tenho palavras para também agradecer a compreensão de todos com um problema técnico que estava sendo resolvido antes do início da sessão. Começamos perto das 14h40, sem nenhum outro contratempo ao longo da exibição. Como o evento também celebrou o aniversário de 6 anos deste blog, 6 pessoas levaram para casa um pequeno brinde deixado abaixo dos assentos do cinema. O debate acabou sendo uma conversa bem descontraída no querido café do cinema, o Castigliani, já que a sala que geralmente usamos para os debates não estava disponível.


Missão cumprida. O público do Dissenso conheceu mais outro belo trabalho de Michael Mann que nos deixa uma série de grandes imagens e questionamentos sobre a natureza da maldade e corrupção do verdadeiro vilão do filme, o ser humano. Foi encantador assisti-lo na tela grande, a sessão de ontem apenas aumentou o fascínio que eu já tinha pela produção e espero que ela também cresça na memória dos que estavam presentes.

Obrigado mais uma vez para os espectadores e todos que apoiam e divulgam o nosso Cineclube. Até a próxima sessão.

 

Filme completo

sexta-feira, agosto 10, 2012

Carlo Rambaldi (1925-2012)




Obrigado.

Cineclube Dissenso - A FORTALEZA INFERNAL, de Michael Mann (The Keep, 1983, UK)


Na sessão deste próximo sábado 11 de agosto, o Cineclube Dissenso exibirá A FORTALEZA INFERNAL (The Keep, 1983). Vagamente adaptado do best seller de F. Paul Wilson, o segundo longa de Michael Mann para as telas de cinema foi a única incursão do diretor no universo dos gêneros fantásticos. Trata-se de um daqueles títulos que foram um fracasso de público e crítica na ocasião de seu lançamento e que agora desfrutam de uma melhor compreensão graças ao valor que fãs e estudiosos deram a ele com o passar dos anos.

O livro de Wilson é uma história gótica de horror ambientada na Romênia de 1941, durante a 2a. Guerra Mundial. Mann queria mais do que apenas contar uma história de horror, ele também tentou fazer de A FORTALEZA INFERNAL um conto de fadas para adultos e não poupou o seu filme de sequências surrealistas. Ele estava vindo de um longa completamente urbano chamado PROFISSÃO LADRÃO (Thief, 1981), uma obra-prima que não apenas traria todos os elementos a serem trabalhados pelo diretor em seus futuros filmes policiais, mas também o seu forte apuro visual e o interesse em buscar a humanidade de seus personagens. De certa forma, apesar da completa diferença de gêneros e cenário, A FORTALEZA INFERNAL progride com o interesse do diretor no comportamento destes personagens, agora em sua maioria, um grupo de nazistas que acidentalmente libera uma maligna entidade sobrenatural da Fortaleza do título.

 

Outros achados do longa são o elenco, composto não por "nomes", mas por excelentes atores como Scott Glenn, Jürgen Prochnow, Gabriel Byrne, Ian McKellen e Robert Prosky; o forte visual da produção, carregada de expressionismo e claro, a inesquecível trilha sonora do grupo alemão Tangerine Dream. O grande porém é que a Paramount - estúdio por trás do filme - não teve interesse em investir mais dinheiro para a finalização do projeto. Eles rejeitaram o primeiro corte de Mann com três horas de duração, que depois seriam reduzidas para pouco mais de 90 minutos incluindo os créditos. Sem falar dos problemas com efeitos visuais que deveriam ser resolvidos pela equipe sem a ajuda do supervisor Wally Veevers, uma lenda do ofício que faleceria duas semanas após o início da pós-produção. Por isso não é nenhuma surpresa que o próprio Michael Mann hoje renegue esse trabalho e o resultado final seja um tanto bagunçado, mas as visíveis falhas não diminuem o impacto e o fascínio que este esquecido filme poderá despertar no espectador do cineclube. São experiências cinematográficas como A FORTALEZA INFERNAL que fazem este seu modesto escriba pensar que o Cinema seria um belo amigo da imperfeição.

quarta-feira, agosto 08, 2012

Teaser poster do remake de PATRICK

Se julgarmos pelas incursões de David Cronenberg e John Carpenter, remakes conduzidos por gente que AMA os filmes originais costumam ser filmes bem acima da média. PATRICK tem lançamento previsto para 2013 e será dirigido por Mark Hartley, do excelente documentário NOT QUITE HOLLYWOOD. Gosto bastante do longa de Richard Franklin, que também é um cineasta venerado por Mark. Veremos como ele se sai.

terça-feira, agosto 07, 2012

6 anos de blog: quem diria?

Complicado não se emocionar durante a escrita destas poucas palavras sobre o acontecimento, mas foda-se, se eu derramar algumas lágrimas, elas serão por belos motivos e lembranças que toda essa experiência compartilhada com cada um de vocês me trouxe. Fico impressionado com o quanto eu mudei nesses últimos 6 anos, não apenas como cinéfilo, claro... mas como pessoa também. Para melhor? Não sei. Tomara que sim.

A primeira postagem do Vá e Veja data de 17 de julho de 2006. Só fui me tocar que completamos 6 anos na última sexta-feira. Não foi a primeira vez que isso aconteceu.. e nem será a última. Logo depois que fiquei livre de maiores obrigações, fiz o possível para ter um dos melhores finais de semana do ano. Consegui. Não chegou a barrar um que eu tive em maio, mas chegou perto.

Nos últimos dois anos, fui surpreendido com o quanto ele passou a ser acessado internacionalmente, com acessos dos Estados Unidos e países da Europa superando os brasileiros em alguns dias. A indicação ao prêmio de Super Fan no B Movie Celebration de 2011 também ajudou nesse reconhecimento. Isso me fez cogitar a possibilidade de abrir um blog-irmão e postar conteúdo em inglês nele, algo que não consegui fazer por pura falta de tempo.

Engraçado como a minha vida durante todo esse período pareça ter sido uma sucessão interminável de bons e maus momentos e juntamente com ela, o blog também passou por isso. Foram meses sem postar algo neste espaço, situação mudada desde o meu tímido retorno a partir de fevereiro deste ano. É claro que a idéia de fechar o blog já tinha passado pela minha cabeça, todo e qualquer blogueiro já passou por momentos de desânimo, situação agravada pelo avanço das redes sociais. Não estou reclamando, é bom demais continuar a falar de cinema por outros meios, estabelecer contatos que também ajudaram e muito o progresso do Vá e Veja e o meu conhecimento. Mas a verdade é que as caixinhas de comentários de todos os blogs de cinema brasileiros que antes foram ótimos centros de discussão - especialmente nos blogs de Carlão Reichenbach, Ailton Monteiro e Heráclito Maia - e elas, muitas vezes, eram o combustível que acendiam a chama deste pessoal para escrever cada vez mais e mais. Então... se você quer me dar um presente pelos 6 anos do Vá e Veja, eu só quero uma coisa de sua pessoa: que você, de hoje em diante, seja uma voz mais ativa na blogosfera. Comente no Facebook e no Twitter, mas também não deixe de comentar na caixa de comentários. Vocês não tem idéia do quanto é gratificante receber o seu retorno. Já que fazemos esse trabalho por amor e prazer acima de tudo, sem cobrar 1 mísero real por mês como uma assinatura, comente em nossas caixinhas de comentários. Nem que seja para falar mal, que tal filme que eu e outros colegas estão defendendo é uma porcaria. Desde que você deixe os seus argumentos, claro.

Enfim, o Vá e Veja me trouxe inúmeras alegrias. E devo muitas delas a você, que é a maior razão pela qual eu continuo aqui. Tenho como meta dedicar, pelo menos, 1h30mins diárias para o blog... ainda que eu não poste algo no mesmo dia, mas que esse tempo seja utilizado para um trabalho relacionado com o espaço. Ele merece. São muitos os nomes que eu teria a agradecer, mas se algo daqui já te fez sorrir e olhar para o cinema de gênero com menos preconceito, se algum filme que destaquei chamou a sua atenção e mais importante... se passamos a ser amigos graças a esse pequeno espaço, saiba que você tem um lugar no meu coração. Espero ter, de alguma maneira, feito parte de sua existência. É isso que deixaremos quando partirmos desta vida, as boas memórias e os relacionamentos que construímos.

Fico por aqui. Muito obrigado.

Especial William Friedkin no HQ SUBVERSIVA

A convite do nobre Caio de Freitas Paes, eu e outros amigos da blogosfera escrevemos sobre 5 filmes de William Friedkin, um monstro do cinema pelo qual nutrimos enorme respeito. Os textos já estão sendo publicados ao longo da semana e linkarei todos nesta postagem.


Segunda (6) – “O Exorcista”, por Leopoldo Tauffenbach


Terça (7) – “Sorcerer”, por Osvaldo Neto

Quarta (8) – “Parceiros da Noite”, por Daniel Vargas

Quinta (9) – “Viver e Morrer em Los Angeles”, por Ronald Perrone

Sexta (10) – “Caçado”, por Leandro César Caraça

Jay Woelfel informa: SEASON OF DARKNESS está finalizado


A primeira vez que ouvi falar de SEASON OF DARKNESS foi em meados de 2009, início de 2010. Por mais incrível que isso pareça para alguns leitores, o tempo de gestação para uma produção de longa-metragem feita na raça como os filmes de Jay Woelfel não variam muito. Especialmente se vindos de alguém com um estilo que demanda um olhar mais aguçado na pós-produção. Jay realizou aquele que eu considero o melhor filme de gênero independente que assisti desde o início do ano, BEYOND DREAM'S DOOR, seu longa de estréia lançado em 1989. Trata-se de um dos raros títulos que conseguiram uma completa imersão de minha pessoa dentro de seu universo. É difícil me fazer esquecer que eu estou assistindo a um filme e Jay, aliado ao belo trabalho do cinematógrafo Scott Spears e sua equipe, conseguiu esse feito. 

23 anos depois, teremos o lançamento de mais um longa que reúne boa parte do mesmo time de BEYOND DREAM'S DOOR, incluindo Nick Baldasare, que também protagoniza a produção juntamente com Tim Thomerson, Richard Hatch e Tiffany Shepis. A finalização, infelizmente, também acabou sendo adiada por conta do falecimento de Seann Flynn em dezembro de 2011. Seann cuidava do design de som do longa, assim como fez em CLOSED FOR THE SEASON, projeto anterior do diretor. Através de uma conversa por e-mail, Jay me informou que eles apenas estão aguardando a cópia em 35mm e as masters em HD. Cópias screeners já estão sendo enviadas para festivais, caso você seja parte de um deles, acesse o site oficial de Jay Woelfel e entre em contato que você certamente será bem recebido por ele. O trailer final deverá ser lançado ainda este mês, mas por enquanto, fiquem com algumas imagens de bastidores e os dois "teasers" trailers que estão disponíveis na rede.