terça-feira, julho 26, 2011

Um papo com os amigos e leitores: 5 anos (e 10 dias) de Vá e Veja

Após quase um mês de dias complicados, estou voltando de um merecido recesso. Posso dizer que a semana passada foi excelente. Consegui resolver muita coisa na minha vida, a cabeça está mais leve e com isso, espero me dedicar mais à escrita sobre cinema em geral. Fico muito agradecido pelo apoio dos amigos verdadeiros que tenho não só aqui, mas de outros estados e países que tenho contato graças à Internet. Também ajudaram as chegadas de boas notícias no campo pessoal e profissional, como o convite para ser parte do júri da 1a. Mostra Eu de Cinema Universitário. Aquela noite de segunda-feira foi um sinal de que os próximos dias seriam melhores, fiquei surpreso positivamente com a qualidade geral dos filmes e a organização do evento. E daquela dia até hoje, tive a paz e a tranquilidade que eu tanto queria. Fez bem para o corpo e a mente, posso até dizer que me sinto um outro Osvaldo.

E é esse Osvaldo renovado que celebra os 5 anos de Vá e Veja, um espaço que nasceu da mais pura vontade de debater sobre cinema e me sentir à vontade expondo a maneira como eu penso sobre o assunto. Fiquei muito feliz com o quanto sempre fui bem recepcionado pelos amigos e leitores, até mesmo quando falo sobre um filme que praticamente ninguém viu.

Para vocês terem uma idéia do estado em que minha cabeça se encontrava, acreditei que hoje seria o dia em que o blog faria 5 anos. Errado, fizemos aniversário no dia 16. Mas isso não atrapalha em nada a felicidade que é compartilhar esse momento com vocês. Foi através daqui e graças ao nosso contato que descobri o caminho em que seguiria há pouco tempo atrás, que é me dedicar enquanto fã e pesquisador ao cinema de gênero, principalmente os filmes independentes e de baixo orçamento. Posso dizer que sou muito grato a você que está me lendo agora mesmo, pela sua presença e opinião sincera, que nunca deixaram de me estimular.

É isso aí, obrigado e até as próximas postagens! E se esta é a primeira vez em que você me visita, seja bem-vindo(a), aproveite a estada. Forte abraço! :)

EVIL SISTER II (2001, EUA)


Brad Sykes não é nenhum corpo estranho aqui no Vá e Veja. Meu primeiro contato com seus pequenos filmes se deu por conta de FÁBRICA DA MORTE, seu único trabalho lançado em DVD aqui no Brasil. Um slasher barato e sem qualquer novidades, mas divertido, que conta com uma irreconhecível Tiffany Shepis no papel de uma criatura mutante assassina. Em 2010, conferi PLAGUERS, seu tributo às ficções B dos anos 80 com uma boa pitada de DEMONS e ALIENS: O RESGATE em seu roteiro que tem Steve Railsback (FORÇA SINISTRA) no elenco interpretando Bishop, ops, Tarver. Foi esse o título que me deixou curioso em procurar o realizador norte-americano para bater um papo sobre a produção.

Publiquei uma boa parte da épica entrevista que fizemos no ano passado quando PLAGUERS foi exibido no CineFantasy e deixei o restante para uma futura ocasião. Pra quê? Ela só aumentou com o fortalecimento do contato e o fato de eu ter assistido a mais filmes dirigidos pelo Brad, alguns gentilmente enviados pelo próprio. E até então, tenho curtido o que vi. Em sua maioria, esses filmes tiveram orçamentos tão minúsculos que as filmagens não poderiam ultrapassar o limite de 6 a 7 dias. EVIL SISTER II é um deles. Nunca sequer tinha ouvido falar do primeiro, mas ele deve ter lucrado o suficiente para os produtores investirem em um segundo filme. É uma daquelas continuações apenas no título, com quase nada que remeta ao original, a não ser o fato de termos uma irmãzinha malvada em questão.


Os protagonistas são Frank (Joe Hagerty) e Tam (Heather Branch), pai e filha que pegam a estrada na procura de Lorna (também interpretada por Branch, com uma peruca ruiva) que fugiu de casa. Vestindo apenas uma capa preta, a moça passa a seduzir e matar os homens que aparecem em seu caminho. É revelado pouco depois do primeiro assassinato masculino da produção que a busca se mostra possível devido a uma ligação psíquica (!!!) de Tam com Lorna. Outros personagens entram em cena, como uma cigana (Tisha Draft), um vadio de estrada apelidado de Widow (Jarrod Robbins) e June (Susanah Deveraux), uma moça que encontra Lorna na estrada. Os três possuem alguma relevância para a história, mas podemos dizer que a maior função deles é aumentar a duração do filme.

EVIL SISTER II foi o segundo longa escrito e dirigido por Sykes, gravado em vídeo no ano de 1998, lançado apenas em 2001 nos Estados Unidos. Não escapa de falhas comuns a grande parte dos pequenos filmes realizados no período que foi um dos mais prolíficos do cinema 'microbudget' americano, como a falta de ritmo e um olhar mais crítico aos roteiros. No caso deste filme em especial, temos apenas 4 mortes no decorrer de toda a duração e uma "revelação surpreendente" estragada pelas constantes cenas onde o papai Frank mostra que não é um sujeito muito legal. O elenco desses pequenos filmes também são irregulares, muitos atores tem alguma ou nenhuma experiência e conheço histórias de gente que topou atuar de graça. Sempre alguns atores se saem melhor que outros e apesar do 'over' em diversos momentos, aqui o destaque vai para Hagerty, presença constante em vários títulos do período e outros filmes de Sykes. Frank é um dos papéis que mais exigiram dele como ator.


Mas trata-se de uma produção diferente das demais, fugindo de ser mais um slasher genérico para focar mais na jornada que os personagens enfrentam. Ela também poderia se beneficiar com algumas mortes a mais, principalmente por elas serem retratadas de forma tão crua e brutal graças aos efeitos e direção de 2a. unidade de Steve Warren que salta aos olhos, cujos close ups e 'inserts' parecem ter sido gravados com uma SuperVHS. Vejo injustiça quando uma pequena produção como essa sai massacrada em sites como IMDB e semelhantes por pessoas que esperam algo do porte de um A MORTE PEDE CARONA ou que nunca compreenderam o que é cinema independente e de baixo orçamento. Estamos falando de um filme feito em vídeo, orçado em aproximados $2.500 dólares (chupa essa, Rodriguez!), onde equipe e elenco se jogaram com a cara e a coragem na estrada pelos 6 dias de filmagem. O próprio diretor fez a primeira vítima do filme por causa de um ator que pulou fora logo no 1o. dia da fotografia principal. E assistir como a turma se vira, criando soluções para diversos problemas é sempre algo que pode ser notado em filmes como EVIL SISTER II, sejam eles bons ou ruins, o que não é o caso dele já que os pontos positivos se sobressaem às suas falhas e limitações.

Curiosidade: Nos créditos finais, fui surpreendido por uma dedicatória a ninguém menos que Jean Rollin. Lorna parece sair de um filme dele.

Esse texto é dedicado em memória de Steve Warren (RIP)

Walken e os Três Porquinhos

Galeria de fotos da 1a. Mostra EU

segunda-feira, julho 11, 2011

É HOJE! 1a. Mostra EU de Cinema Universitário


Estarei presente na 1ª Mostra EU de Cinema em Recife como parte do corpo de jurados. Se você estiver sem programa para a noite de hoje, eis uma bela oportunidade de conhecer o que esse pessoal está fazendo. Digo isso porque eu também estarei assistindo a esses filmes pela primeira vez. Será um prazer estar com todos vocês, nos vemos por lá!

BORN BAD, The Asylum abraça o Lifetime

Além do canal SyFy, a The Asylum encontrou outro veículo para as suas produções: o Lifetime. O nome é bem familiar para quem já assistiu a muito telefilme na vida, trata-se do canal mais famoso em entretenimento feminino e seus longas são feitos para a turma que assiste filme no sofá de lençinho na mão em caso de precisar enxugar as lágrimas. E eu até me diverti com alguns, confesso, principalmente quando investem em ação e suspense.

BORN BAD, a 1a. produção da The Asylum para a Lifetime, deve ser um deles e terá a sua premiere às 20hrs da noite nos Estados Unidos. O filme é estrelado por Meredith Monroe, Michael Welch, David Chockachi e Bill Oberst Jr. e tem direção/roteiro de Jared Cohn.


sexta-feira, julho 01, 2011

Porto Alegre, Sr. Fim de Semana

Todo mundo que falou comigo sobre cinema nos últimos dias sabe muito bem em que cidade brasileira eu gostaria de estar no final de semana. Caso a ficha ainda não caiu, falo de Porto Alegre. Hoje, 1o. de Julho, temos a abertura do Fantaspoa com o aguardado "A Noite do Chupacabras" de Rodrigo Aragão às 21h15. E amanhã, dia 02, outro belo dia com A Vingança dos Filmes B às 17hrs na sala PF Gastal exibindo produções nacionais de curto e zero orçamento, mas com muita criatividade por gente que sabe bem do que faz como Petter Baiestorf, Joel Caetano, Felipe M. Guerra e Doutor Insekto. Curadoria do amigo Cristian Verardi e debate moderado pela querida Profa. Dra. Laura Cánepa.

E isso é apenas o começo. Bons filmes, muitas risadas e muita birita aos meus ilustres amigos que se encontram por lá, tem gente que considero demais aí faz tempo e outras que conheci de meses para cá, mas que também adoraria (re)encontrar em pessoa. Forte abraço do Osvaldo para todos vocês.