quarta-feira, março 30, 2011

O evento de cinema mais fantástico de 2011

Lamberto Bava no Fantaspoa 2011

Fantaspoa informa:

Daqui a três meses, no dia 1º de julho, terá início a VII edição do Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre. O festival irá ocorrer até o dia 17 de julho.

O Fantaspoa está com as suas inscrições abertas, para curtas e longas-metragens até o dia 22 de abril. Os interessados em obter maiores informações podem acessar o site www.fantaspoa.com.

O convidado homenageado desta edição é o ilustre diretor italiano Lamberto Bava.

Lamberto é a terceira geração de cineastas da família Bava. Seu avô, Eugenio Bava, era câmera e especialista em efeitos ópticos nos primórdios do cinema mudo italiano. Seu pai, o renomado Mario Bava, trabalhou como diretor de fotografia, roteirista e diretor, tendo trabalhado em mais de 70 filmes ao longo da sua carreira e é lembrado como um dos grandes nomes da era de ouro do Cinema de Horror Italiano.

Após trabalhar 15 anos com seu pai, como assistente de direção e roteirista em diversos filmes, e tendo colaborado com Dario Argento e Ruggero Deodatto, partiu para a direção de seu primeiro filme Macabro (Macabre), roteirizado por, entre outros, o grande cineasta Pupi Avati, em 1980. Lamberto dirigiu mais de 30 filmes em sua carreira, contando com títulos para o cinema e para a televisão, tendo realizado três novos filmes em 2010 e 2011.

A mostra que será apresentada no Fantaspoa conta com 16 títulos: 8 filmes dirigidos por Lamberto Bava e 8 filmes dirigidos por Mario Bava.

O diretor estará presente em Porto Alegre entre os dias 05 e 08 de julho, participando de debates com o público diariamente.

terça-feira, março 29, 2011

L'Ultimo Pistolero (The Last Gunfighter)



Compartilhado do blog da escritora Joanne Walpole

Farley Granger (1925-2011)


Matéria "O Clube do Horror", Caderno C, Jornal do Commercio

Houve uma pequena confusão nas minhas últimas falas. Usei alguns termos quando perguntado das características do gênero (gore, slasher, o que era um filme trash etc.) e exemplifiquei. Entrevista feita em sua maior parte pelo telefone, já estou ficando meio traumatizado com elas... é a segunda vez que isso me acontece! (risos). São coisas da pressão que todo jornalista encara quando tem de fechar um texto o mais rápido possível. Mas a matéria não deixa de ser bacana.

Obrigado, Ingrid! Me surpreendi demais com seu interesse e curiosidade. Conte comigo sempre. :)

O Clube do Horror
Publicado em 28.03.2011
Eles cresceram tomando sustos diante da TV – e adorando isso –, não se importando se é uma produção trash ou um clássico

Ingrid Melo
imelo@jc.com.br


Se você é daqueles que passa mal só de lembrar do interessantíssimo remake de A noite dos mortos vivos (Tom Savini, 1990) que tanto assombrou a sua Sessão da tarde, é melhor abrir os olhos com o seu vizinho, bater a porta e fechar o trinco. E o espanto aqui é que, apesar de ser pouco exaltado por críticos e estudiosos, tem muita gente fã de cinema que é fanática pelo gênero do terror e não troca um Lúcio Fulci por nenhum Woody Allen.

É o caso de Lucas Freire, estudante do terceiro período de Cinema na UFPE, que ainda criança começou a se interessar pelos sustos que tomava em frente à tevê. “Adorava assistir às sessões do Cinema em casa, que passavam à tarde no SBT. Os filmes A bolha assassina (Chuck Russell, 1988), O monstro do armário (Bob Dahlin, 1986), e o ótimo O ataque dos tomates assassinos (David Denneen, 1978) marcaram época para mim”, conta.

Aos 12 anos, Lucas saiu decidido de casa e foi à locadora em busca de O exorcista – Versão do diretor (William Friedkin, 2000), mesmo sabendo que o filme era para maiores de idade “Tinha visto cenas na televisão de Regan (Linda Blair) descendo as escadas de costas. Fiquei muito curioso e não via a hora de assistir. O resultado foi uma semana com a sensação de que o Pazuzu (o demônio do longa) era a minha sombra”, diverte-se.

A mania de perseguição também atingiu Caio Cagliani, colega de Lucas, quando mais novo. Outro fã do paracinema, Caio começou sua aventura pelo mundo do horror com O brinquedo assassino (Tom Holland, 1988). “Trancava as bonecas da minha irmã no armário, pois tinha certeza de que iam me matar”, revela.

Segundo pensa o estudante, o contato com filmes de terror começa ainda na infância devido ao interesse da criança pelo proibido. “Você não deve assistir aquilo, então sente um desejo arrebatador de fazê-lo”, teoriza. Há, também, a pressão dos amigos. “Na escola, era quase uma prova de coragem: ‘Ah, você já viu tal filme?’ e o desafio estava feito, você ia ter que assistir para não ficar como manhoso”, recorda.

De acordo com o especialista em filmes de horror Osvaldo Neto, editor do blog Vá e Veja (http://blog.vaeveja.com) e colaborador de sites como o Boca do Inferno, o que chama a atenção do público é o ar fantástico que permeia essas produções. “O meu interesse por cinema se deu com Gremlins (Joe Dante, 1984). Foi a produção que me fez sentir que estava diante de uma arte onde tudo era possível”, afirma.

E isso é percebido desde os primórdios do segmento. Drácula (Tod Browing, 1931), considerado um marco no cinema de horror por estimular a produção de filmes desta linha – no mesmo ano a Universal Pictures lançaria Frankenstein, de James Whale – já anuncia o ar surreal com um homem que vira morcego. O próprio Frankenstein abusa do ar fantástico com um monstro criado em laboratório que se volta contra o seu criador.

Osvaldo acredita que o gênero é o que possui maior liberdade de ousadia e que isso fascina tanto realizadores quanto consumidores do produto. “Nós estamos falando de um cinema diferente e complexo, com possibilidades infinitas de realização, em orçamentos de qualquer tamanho”, ressalta.

E a prova se dá quando assistimos a O ataque dos zumbis dançarinos 2, que conta com a participação de Lucas e Caio, como diretor de arte e ator, respectivamente. O curta é resultado de uma disciplina cursada por eles na faculdade e conta a história de pessoas que se tornam zumbis ao escutarem suingueira. “O filme foi feito bem no espírito do ‘cinema trash-independente-universitário’. Nenhum orçamento, pouco tempo e muita disposição. A gente se reuniu num domingo, na segunda o roteiro estava escrito, na terça gravamos as internas, na quinta gravamos as externas e no final de semana foi feita a montagem”, conta Lucas.

Aliás, falta de orçamento é o que mais contribui para que o filme de horror permaneça na marginalidade em quase todo o mundo – o gênero é tão desprezado pela Academia que Hollywood criou o Scream Awards para fazer coro ao Saturn Award, lançado por Donald Reed em 1973 com o intuito de mostrar que o paracinema não tem que ser, necessariamente, trash. “Há muitos filmes bons que seguem essa linha. Filmes que podem estar em qualquer sessão de arte. Pelo amor e pela morte (Michele Soavi, 1995), por exemplo, é um filme excelente, Deixa ela entrar (Tomas Alfredson, 2008) foi super elogiado”, defende Osvaldo.

Segundo ele, há uma estigmatização do paracinema devido a sub-gêneros como o “gore” e “splatter”, em que a violência é explícita e/ou ocorre de maneira exagerada. Dificilmente se pensa em filmes como o sádico e inteligente À meia noite levarei sua alma (José Mojica Marins, Zé do Caixão, 1963), que, ao mesmo tempo em que é underground e assustador, vale-se de um terror psicológico da mais elevada estirpe. “Há também uma referência muito recorrente aos filmes do gênero ‘slasher’, que se caracterizam por envolver assassinos em série e foram muito popularizados pelo cinema americano. Eles são trashes por princípio, e não devem ser menosprezados por isso, mas são apenas um segmento”, acrescenta.

Todavia, não importa a subclassificação, o que faz bom o cinema de horror é o ponto que o unifica: o desconforto que causa em quem assiste. O resultado pode ser gargalhadas, susto e até mesmo choro, mas sempre será permeado pelo medo. E não há nada mais fascinante. “É como se existisse um jogo entre o espectador e o filme. Você paga pelo ingresso, entra na sala de cinema sabendo que aquilo ali vai te causar medo, sustos e tudo o mais, mas mesmo assim isso te atrai. É uma certa atração pela repulsa, ou algo por aí...”, tenta definir Lucas. E é bem por aí.

quinta-feira, março 24, 2011

Let Sleeping Corpses Lie, 4a. Sessão

Mesmo com as risadas aqui e ali, a sessão de LET SLEEPING CORPSES LIE foi curiosa. O público, em sua clara maioria de iniciados ao estilo, pareceu entender mais as diferenças entre esses filmes e o que é feito hoje, como na série The Walking Dead e os filmes recentes de Romero.

É nesta quinta-feira que temos a penúltima sessão da Spaghetti Zombies, TERROR NAS TREVAS, o notório "video nasty" dirigido por Lucio Fulci, apresentado ao público da mostra na última terça-feira com A Casa do Cemitério. Um filme obrigatório a quem deseja compreender melhor o cinema de horror italiano. Hoje às 19 horas no Cinema da Fundação - Sala João Cardoso Ayres. Entrada franca.

quarta-feira, março 23, 2011

Entrevista com Jorge Grau (Let Sleeping Corpses Lie)

Contém SPOILERS. Recomendável assistir após ter visto o filme.





A Casa do Cemitério, 3a. Sessão

Ok, boa parte do público da sessão Fulci confirmou que a Spaghetti Zombies está sendo vista por alguns como uma mostra de cinema Trash, o que não confere. Só porque temos dois filmes que podem ser considerados parte da categoria não quer dizer que ela se aplica para toda a programação. Sabia que teria de lidar com isso...

Filme de hoje: LET SLEEPING CORPSES LIE (1974), de Jorge Grau

terça-feira, março 22, 2011

Gargalhadas na Spaghetti Zombies


A idéia de começar a semana com ZOMBI 3 funcionou, a sala João Cardoso Ayres ficou lotada, teve gente sentada no chão. A quantidade absurda de cenas e dialogos memoráveis vindas da mente de Claudio Fragasso recebeu gargalhadas e aplausos do público. Outro dia de sucesso para a Spaghetti Zombies. Agradeço a todos que estão divulgando e participando da mostra! Até mais tarde.



Filme de hoje: A CASA DO CEMITÉRIO (Quella villa accanto al cimitero aka House by the Cemitery, 1981), de Lucio Fulci

sábado, março 19, 2011

Sucesso na 1ª sessão da Spaghetti Zombies

O Cinema da Fundação estava praticamente lotado em plenas 14hrs de um sábado. Tivemos um público maravilhoso na primeira sessão, com DELLAMORTE DELLAMORE. As pessoas embarcaram no filme, gargalhadas eram ouvidas nos momentos certos, inclusive. Não esperavamos uma recepção tão acolhedora. Obrigado aos presentes e todos que estão divulgando e prestigiando o evento.

Também fomos presenteados com a matéria de Luiz Joaquim, da Folha de Pernambuco sobre a Mostra, na edição deste sábado.

http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-programa/626522-sangue-sexo-e-gargalhadas

Spaghetti Zombies é capa do caderno Viver, Diário de Pernambuco


sexta-feira, março 18, 2011

quarta-feira, março 16, 2011

Histórias dos Mortos-Vivos

Matéria do jornalista e crítico de cinema Marcelo Miranda sobre "Zumbis: O Livro dos Mortos", de Jamie Russell, publicado no Brasil pela Leya/Barba Negra, para o jornal O Tempo, de Belo Horizonte.
Fui entrevistado para ela em companhia de uma senhora dupla: Leandro Caraça e Laura Cánepa.


Teasers de BRING ME THE HEAD OF LANCE HENRIKSEN





terça-feira, março 15, 2011

DEMONS III: RESCUE FORCE



Por Bruno Martino

MOSTRA SPAGHETTI ZOMBIES - 1ª Edição



O popular cinema italiano dos anos 70 e 80 tem um espaço reservado no coração dos amantes do cinema de gênero. Nas duas décadas, os italianos nos brindaram com uma série de produções que aproveitaram a onda de sucessos do cinema americano como TUBARÃO, DESEJO DE MATAR, O PODEROSO CHEFÃO, ALIEN e outros, gerando pérolas como TENTÁCULOS, O VINGADOR ANÔNIMO, ROMA VIOLENTA e ALIEN - O MONSTRO ASSASSINO. George A. Romero já tinha feito uma revolução no cinema de terror quando lançou DESPERTAR DOS MORTOS nas telas de cinema do mundo inteiro, num filme resultante de uma parceria com ninguém menos que Dario Argento e com o grupo Goblin na trilha sonora. Como de besta os produtores da Itália não tinham nada, o sucesso de Romero fez nascer um filão responsável por alguns dos melhores e piores filmes de zumbis da história do cinema. O cinéfilo Osvaldo Neto, editor do blog Vá e Veja (http://www.vaeveja.com), em parceria com o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, Cineclube Dissenso e Ronald Perrone (blog Dementia 13, http://demmentia13.blogspot.com) apresenta a mostra SPAGHETTI ZOMBIES que trará alguns dos mais notórios títulos com produção e co-produção italiana ainda inéditos em DVD no Brasil. Além de contar com filmes de renomados diretores italianos, a Mostra também é uma chance do espectador conhecer o trabalho de técnicos geniais como Giannetto de Rossi e Sergio Stivaletti na maquiagem e efeitos especiais. Muito sangue, tensão, aventura e risadas esperam pela sua presença.

A entrada é franca. Todos os filmes serão exibidos em versões sem cortes com legendas em português.

Programação:

PELO AMOR E PELA MORTE (Dellamorte Dellamore, 1995) - Com direção de Michele Soavi (A Catedral, O Pássaro Sangrento), o filme conta a insólita história de Francesco Dellamorte (Rupert Everett) e seu assistente Gnaghi (François Hadji-Lazaro) que trabalham num cemitério onde os mortos voltam à vida na noite do dia em que foram sepultados. Certamente a obra-prima de Soavi, a produção desafia o espectador numa miscelânea de gêneros (comédia, romance, terror e suspense psicológico), envolta com boas doses de sexo, sangue e violência que forma um dos mais bizarros, surreais e originais filmes já feitos no cinema de terror. A beleza estonteante da atriz e modelo Anna Falchi é um dos destaques. A sessão do Cineclube Dissenso celebra o início da Mostra. Sábado 19/03, às 14hrs no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco.

ZOMBIE 3 (1988) – Não há qualquer relação entre esse filme e ZOMBIE 2, a não ser a presença de zumbis. Uma sessão para arrancar gargalhadas numa noite de segunda-feira, com a valorosa contribuição de Bruno Mattei (o Ed Wood italiano). O filme tem co-direção não creditada dele e Claudio Fragasso, que trabalhavam na segunda unidade. Desta vez, temos uma cabeça zumbi voadora e zumbis ninjas. O diretor Lucio Fulci, que deixou as filmagens por sofrer um infarto, é o nome que assina a produção. Ele deve ter sofrido outro quando assistiu ao filme. Segunda-feira 21/03, às 19hrs na Sala João Cardoso Ayres.

A CASA DO CEMITÉRIO (Quella villa accanto al cimitero aka House by the Cemitery, 1981) - Outro Fulci, desta vez um verdadeiro. Um casal e seu filho se mudam para casa que dizem ser amaldiçoada. Estranhos acontecimentos cercam o casal e sua criança ao mesmo tempo que violentíssimos assassinatos são cometidos por um misterioso habitante do porão do lugar. Com elementos de O ILUMINADO e TERROR EM AMYTIVILLE, Lucio Fulci utiliza magistralmente o conceito clássico de casa assombrada, um tema tão caro ao cinema de terror. O sangue jorra em doses menores, mas o artesanato visual de Fulci é algo que nunca desaponta. Certamente, uma grande influência para Clive Barker e seu HELLRAISER. A péssima dublagem em inglês do garoto loirinho é uma atração à parte. Terça-feira 22/03, às 19hrs na Sala João Cardoso Ayres.

LET SLEEPING CORPSES LIE (1974) - Um dos melhores e mais subestimados filmes do subgênero. Lançado quatro anos antes de DESPERTAR DOS MORTOS, o filme de Jorge Grau (A Força do Diabo) é uma co-produção Itália e Espanha rodada na Inglaterra que esbanja atmosfera, suspense e criatividade. Na trama, os mortos saem da terra devido a radiação de uma máquina destinada ao combate de pragas agrícolas. A produção tem roteiro sem concessões e o veterano Arthur Kennedy em papel odioso. Lançado em VHS no Brasil como ZUMBI 3. Quarta-feira 23/03, às 19hrs na Sala João Cardoso Ayres.

TERROR NAS TREVAS (E tu vivrai nel terrore - L'aldilà aka The Beyond, 1981) - Feiticeiro é assassinado dentro de um hotel nos anos 30. Lisa (Catriona McCall) herda o lugar sem saber que ele se trata de uma das sete portas do Inferno. Os fracos personagens e um roteiro cheio de furos não atrapalham na apreciação desta cultuada obra de Lucio Fulci. O resultado final deste filme de terror em estado puro se aproxima ao de um verdadeiro pesadelo filmado. Não assista esperando coerência narrativa. Quinta-feira 22/03, às 19hrs na Sala João Cardoso Ayres.

BURIAL GROUND (Le notti del terrore, 1981) – Ao abrir uma cripta, arqueólogo reanima as criaturas que se dirigem a uma casa onde os personagens estão hospedados. Programaço para os fãs de tranqueiras. Dentre as cenas mais famosas (acredite, são muitas!), a mais comentada é a do garoto zumbi (interpretado por Peter Bark, um anão com 25 anos) que arranca um bico do seio da mãe a dentadas. Direção de Andrea Bianchi, do polêmico MALABIMBA. Sexta-feira 22/03, às 19hrs na Sala João Cardoso Ayres.

Sobre o organizador:

A maior parte da formação cinéfila de Osvaldo Neto não se deu no escurinho do cinema, mas no conforto do seu lar. Já era rato de locadora na adolescência, aproveitando como pôde o final dos anos 90, os últimos bons momentos do 'boom' da VHS. A programação da TV durante as madrugadas também era algo que o deixava curioso e foi através dela que assistiu a filmes que continuam fazendo parte de sua vida. Sempre chamou a atenção dos amigos e parentes pelo interesse em desbravar filmes empoeirados ao invés de se importar com os lançamentos e as grandes produções que entram em cartaz nos multiplexes. Hoje, Osvaldo edita o blog Vá e Veja, que tem focado em cinema de gênero independente e experimental de médio, baixo, paupérrimo e zero orçamento, com notícias, resenhas e entrevistas, além de escrever para o Radioactive Dreams (http://radioactivedream.blogspot.com/), dedicado a Albert Pyun, uma figura ilustre do cinema B, com colaborações para o coletivo Dia da Fúria (http://diadafuria.wordpress.com/) e o Boca do Inferno (http://www.bocadoinferno.com/), considerado o melhor site de terror, ficção e fantasia da América Latina. Em 2010, ele teve duas críticas de estréias publicadas na Folha de Pernambuco: Zumbilândia e Piranha 3D, filmes que dialogam com o seu gosto, tido como um dos mais excêntricos e interessantes da blogosfera brasileira.

Cinema da Fundação Joaquim Nabuco
Rua Henrique Dias, 609, Derby - Recife/PE
Fones: (81) 3073.6688, (81) 3073.6689

quinta-feira, março 10, 2011

MAN WITHOUT A SADDLE

O meu amigo Ron Ford é um dos principais nomes do cinema de gênero micro-budget americano com filmes como HOLLYWOOD MORTUARY, TIKI e ALIEN FORCE, além de ter escrito o roteiro de O MEDO, sucesso nas locadoras de VHS em meados dos anos 90.

Ron está levantando fundos para realizar seu primeiro faroeste com MAN WITHOUT A SADDLE, adaptado de um conto do autor Rudyard Kipling intitulado THE MARK OF THE BEAST. Saiba mais a respeito deste 'Horror Western' assistindo ao vídeo abaixo e conferindo a página do filme no IndieGoGo, onde estão sendo aceitas doações a partir de 1 dólar. A arte acima é de Mitch Tiner, que atuará no filme, cuidando ainda dos efeitos de maquiagem e direção de arte.



Boas Notícias

David A. Prior terá o seu retorno atrás das câmeras em NIGHT CLAWS, um filme de terror cujo elenco principal ainda está sendo confirmado, mas como já podemos notar no 'teaser poster' acima, temos nomes que farão a alegria dos seguidores do diretor como Reb Brown, Ted Prior (claro!), David Campbell e Frank Stallone. A produção é de David A. Prior, Fabio Soldani, A. Wade Miller, Tom Stout e Tara Kleinpeter que juntos fizeram THE ONE WARRIOR, que agora se encontra em pós-produção.


No último domingo, foi iniciada a produção de PIRANHACONDA no Havaí, o mais novo épico de Jim Wynorski para o canal SyFy produzido por Roger Corman que também se encontra nas locações. O site Dread Central confirmou os principais atores que foram escalados para o longa, entre eles, Michael Madsen, Rachel Hunter, Diana Terranova e Kurt Yaeger. Leia mais

Na semana passada tivemos a notícia que Ruggero Deodato e Giovanni Lombardo Radice farão uma continuação de THE HOUSE IN THE EDGE OF THE DARK na semana passada. E ontem foi a vez de Sergio Martino declarar que fará TORSO 2 em Outubro através de sua página no Facebook. Tomara que o projeto saia mesmo do papel, será muito bom vermos esse mestre do cinema popular italiano de volta ao gênero que o consagrou.

sábado, março 05, 2011

Lançamento de ANNELIESE: THE EXORCIST TAPES

Mais outra dos nossos amiguinhos que usam óleo de peroba como loção pós-barba...




sexta-feira, março 04, 2011

Prêmio Dardos

É isso aí, amigos e amigas, o Vá e Veja foi novamente agraciado com o Prêmio Dardos.

"O Prêmio Dardos é um reconhecimento dos valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras."

Eu não fazia idéia que falar de forma despretensiosa sobre um cinema fora dos padrões poderia refletir tudo isso. Agradeço ao companheiro de luta Cristian Verardi (Cinema Ex Machina) pelo carinho com o meu pequeno espaço na blogosfera brasileira. Receber o apoio e reconhecimento dos amigos e leitores sempre injeta uma boa dose de ânimo para esse trabalho continuar.

Seguindo as regras do selo, devo contemplar mais 4 blogs. São eles:

DEMENTIA 13, de Ronald Perrone
MUSEU DO VHS, de Bruno C. Martino
NUDO E SELVAGGIO, de Marcelo Carrard
SONO DA RAZÃO, de Cesar Almeida

Como não sou nenhum grande fã de Carnaval, devo usar o feriadão para me divertir atualizando um pouco essa joça... :)

O resgate de KILLZONE

Um dos primeiros filmes de David A. Prior, KILLZONE (1985) é o precursor do clássico EXTERMÍNIO DE MERCENÁRIOS (Deadly Prey), feito dois anos depois para a AIP - Action International Pictures, parte de uma parceria com David Winters que geraria boa parte de sua filmografia. KILLZONE foi produzido pela Spartanfilms Ltd de Jack Marino, que está mobilizando os fãs para aderirem ao grupo no Facebook e apoiarem a sua iniciativa em lançar o filme numa edição especial em DVD com extras e faixa de comentários.

Assim como o sucessor, KILLZONE não deve ser nada menos que sensacional e um pedaço curioso na história do cinema de gênero independente. Marino atua na produção ao lado de Ted Prior, Fritz Matthews, David Campbell e William Zipp, figuras carimbadas nos filmes de Prior, além de participar de DEADLY PREY logo na cena de abertura, como a primeira vítima do filme.

Página oficial

Página de KILLZONE no Facebook

Marino também apresenta um programa de rádio na LA Talk Radio chamado "Jack Marino Warrior Filmmaker", onde sempre recebe convidados. Um de seus últimos foi seu amigo Steve Latshaw, promovendo o início da produção de RETURN OF THE KILLER SHREWS. E na noite de hoje ele receberá Christopher Mitchum, que falará sobre sua carreira na Europa e nos Estados Unidos. Seu programa pode ser ouvido através da Internet, inclusive em MP3. Clique aqui para ouvir a entrevista completa com Steve Latshaw.