quinta-feira, novembro 27, 2008

Trailer: THE DAY THE EARTH STOPPED

Mais uma da The Asylum que eu não posso perder. :)

sexta-feira, novembro 21, 2008

Janela Internacional de Cinema anuncia premiados

JÚRI OFICIAL

COMPETIÇÃO BRASILEIRA
Melhor Filme: "OS SAPATOS DE ARISTEU", de Luiz René Guerra
Melhor Imagem foi dividido entre "FRACASSO" de Alberto Labuto e "ISMAR" de Gustavo Beck
Melhor Som: "AREIA", de Caetano Gotardo
Melhor montagem: A PSICOSE DE VALTER, de Eduardo Kishimoto
Menção Honrosa Filme de afeto: CANOSA ONE, de Fellipe Gamarano Barbosa
Menção Honrosa Filme Manifesto: Longa Vida Ao Cinema Cearense, dos Irmãos Pretti
Menção Honrosa Filme Presença: Convite para Jantar com o Camarada Stalin, de Ricardo Alves Júnior

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Melhor filme: “AHENDU NDE SAPUKAI – OUÇO SEU GRITO”, de Pablo Lamar
Melhor imagem: “TWIST”, de Alexia Walther
Melhor som: “AHENDU NDE SAPUKAI – OUçO SEU GRITO”, de Pablo Lamar
Melhor montagem: “VIVA”, de Louise Botkay Courcier

JÚRI DO JANELA CRÍTICA

COMPETITIVA BRASILEIRA
JARRO DE PEIXES, de Salomão Santana

"Premiamos Jarro de Peixes em um gesto político, reconhecendo sua capacidade propositiva, que estimula um outro tipo de experiência com a imagem, com a memória e com a realização de cinema".

COMPETITIVA INTERNACIONAL
prêmio conjunto para dois filmes:
PUPPETBOY e A HISTÓRIA DO PEQUENO PUPPETBOY, de Johannes Nyholm

"A curadoria do Janela não conseguiu se decidir entre os dois filmes de Johannes Nyholm e selecionou ambos. Aconteceu o mesmo com o júri do Janela Crítica, por isso decidimos premiar o conjunto da obra sobre o personagem Puppetboy. Uma das propostas do festival era discutir a imagem. Puppetboy faz exatamente isso, com peculiar senso de humor".

JÚRI FEPEC
Competição Brasileira: Menino Aranha, de Mariana Lacerda
Competição Internacional: Procrastination, de Johnny Kelly

JÚRI ABD
Competição Brasileira: ISMAR, de Gustavo Beck
Competição Internacional: THREE OF US, de Umesh Kulkarni

PRÊMIO PORTA CURTAS
PRIARA JO, DO OVO A GUERRA, de Komoi Panará

PRÊMIO AGORA CURTA
Menino Aranha, de Mariana Lacerda

Jânio Nazareth entrevista Samuel L. Jackson: O VIZINHO



O VIZINHO (Lakeview Terrace, 2008) é o novo filme de Neil LaBute, vindo de filmes como NA COMPANHIA DOS HOMENS e ARTE, AMOR E ILUSÃO para se afundar a partir de ENFERMEIRA BETTY e a horrível, nojenta refilmagem de O HOMEM DE PALHA. Não pensei nunca que iriam dar uma outra chance a esse cara em tão pouco tempo. Mas foi o que aconteceu.

O VIZINHO deve divertir pela atuação de Samuel Jackson, que a julgar pelo trailer está na pele de um personagem muito semelhante ao de Ray Liotta em OBSESSÃO FATAL. Pena o filme ser PG-13, ou seja, Samuca não dirá um simples "fuck".

Agradecimentos a Jânio Nazareth e seu Repórter Hollywood por mais essa colaboração. Ele também conversou com Joan Allen, Jason Statham, Olga Kurylenko e Daniel Craig. Falando sobre ele, ainda não vi QUANTUM OF SOLACE. Ô vergonha.

terça-feira, novembro 18, 2008

80's Mood

STYX - MR. ROBOTO



A FLOCK OF SEAGULS - I RAN (SO FAR AWAY)



TALKING HEADS - BURNING DOWN THE HOUSE



Caixinha de comentários sujeita a uma avalanche de links para clipes deste naipe, claro!

domingo, novembro 16, 2008


www.janeladecinema.com.br

Daqui a pouco deve sair o primeiro texto da figura aqui no espaço do Janela Crítica. Os meus colegas de trabalho estão fazendo bonito, chega dá gosto de ler.

Visitem, comentem e por favor, espalhem esse site!
Grande abraço.

COMBATE NA ESCURIDÃO (Straight Into Darkness, 2005, EUA)

Jeff Burr é um nome mais conhecido dentre os fãs do cinema de terror. Eu mesmo já assisti a algumas continuações que ele assinou como O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 3 e PUPPET MASTER 4 que vão do razoável ao bom, na minha opinião. Ele chamou a minha atenção desde que assisti o seu primeiro longa, DO SUSSURRO AO GRITO, uma antologia apresentada pelo grande Vincent Price. Também tenho boas lembranças de A NOITE DO ESPANTALHO, um pequeno slasher feito por ele em 1995. Mas tudo me leva a crer que COMBATE NA ESCURIDÃO seja o seu melhor filme, além de ser o mais pessoal de toda a sua filmografia.

A tensão da abertura é daquelas que pegam o espectador pelo pescoço para não soltar mais até o final do filme, ambientado no final da 2a. Guerra Mundial. Dois soldados americanos, Losey (Ryan Francis) e Deming (Scott MacDonald) são pegos por militares (James LeGros e Dan Roebuck) tentando desertar. A caminho da prisão militar ou da morte por execução, uma armadilha: minas. Mortes ocorrem, mas os desertores sobrevivem, seguem sobrevivendo a outras provações até chegarem num prédio abandonado e logo descobrem que não estão mais sós. No prédio também estão dois professores (os veteranos David Warner e Linda Thorson) de um orfanato que fora destruído e as crianças sobreviventes, muitas delas deficientes físicas por conta da violência da guerra. Elas crianças foram treinadas pelo personagem de Warner para lutar por suas vidas e estão sempre armadas esperando a chegada de uma poderosa ameaça. E ela vem na forma de um grupo de 60 soldados alemães que atacam o lugar.

COMBATE NA ESCURIDÃO é um belíssimo filme. Existem falhas, como a óbvia dublagem dos atores romenos que fazem os alemães e os flashbacks do personagem de Ryan Francis que servem para construir mais o personagem, mas a grande quantidade deles acaba distraindo. Tirando isso, não tenho muito do que reclamar. O filme conta com excelente uso da violência e locações na Romênia, alguma dose muito bem-vinda de surrealismo e uma inspirada homenagem a ninguém menos que Edgar Allan Poe. Direção, fotografia, atuações e trilha sonora também colaboram juntas para a sempre crescente atmosfera de desespero.

COMBATE... não é só humano em sua narrativa, mas também na produção. É ainda mais emocionante assisti-lo sabendo que todas as crianças que atuaram nele são mesmo orfãs na vida real, tendo sido contratadas pelos produtores através dos orfanatos que residem. Uma iniciativa que só me deixa ainda mais confiante em recomendar essa pequena obra-prima. Como diz um amigo meu, "Bons filmes merecem ser vistos".

segunda-feira, novembro 10, 2008

Nuevas

- Recife está movimentadíssima esses dias no que se refere a cinema. Neste final de semana, tivemos a abertura do 7º Festival Varilux de Cinema Francês que está acontecendo no Cine Rosa e Silva (onde eu tive a arrebatadora experiência de assistir MARIA, meu primeiro Ferrara na tela grande), pertinho de casa. Hoje é dia de LA BELLE PERSONE, do muito comentado Cristophe Honoré, de EM PARIS e CANÇÕES DE AMOR. Não conheço a persona, mas amigos de bom gosto me recomendaram. O filme está em dois horários, às 18:30 e às 19:00. Para saber mais da programação, clique aqui. Ingressos a R$ 5,00 para todos.

- O próximo dia 13 será uma grande data. Terá início o JANELA INTERNACIONAL DE CINEMA EM RECIFE. Como o próprio nome diz, trata-se de um festival internacional, mas o JANELA é o primeiro evento deste porte não só aqui em Recife, mas em todo o Pernambuco. Ele terá mais foco no cinema de curta-metragem e exibirá mais de 140 produções cinematográficas. Os preços são populares, R$ 1,00 (no Cinema do Parque) e R$ 2,00 (Cinema da Fundação). 5 longas serão exibidos, dentre eles o doc pernambucano KFZ-1348 (que voltou com o prêmio especial do júri da Mostra de SP) e BURN AFTER READING. E tenho o prazer de divulgar aqui, mesmo que ainda um pouco atrasado por uma série de motivos (PC frescando foi um) que faço parte dele através do JANELA CRÍTICA. Esse programa inovador busca incentivar, através de encontros, o pensamento crítico de jovens cinéfilos e universitários do Estado. Foram 10 selecionados que acompanharão as sessões competitivas e escreverão para o blog do site oficial textos com as suas opiniões a respeito dos programas de exibição. Dessas 10 pessoas, 9 formam um júri especial que darão o prêmio JANELA CRÍTICA para o melhor filme nacional e internacional. Sei de antemão que a experiência irá exigir muito de mim, tanto em tempo quanto compromisso. Vai ser a primeira vez que assisto filmes à noite para escrever sobre eles o mais rápido possível e essa opinião ser publicada (não aqui, mas em outro espaço, por outra pessoa) na tarde do dia seguinte. Manterei todos vocês atualizados - mesmo que os posts sejam muito pequenos - com o andamento das coisas.

Um grande abraço!

CÃO BRANCO (White Dog, 1982, EUA)


Um dos filmes obscuros mais lembrados de todos os tempos. Chega a ser lamentável chamarmos um filmaço desses de obscuro, pois essa produção dirigida pelo rebelde Samuel Fuller merece ser mais reconhecida. A maneira como ele cuida de um filme com uma temática tão controversa é segura e exemplar. E o mesmo pode ser dito do roteiro escrito por ele e Curtis Hanson, baseado numa história verídica que aconteceu com o escritor Romain Gary, então casado com a atriz Jean Seberg que tinha um cão com os mesmos problemas. O animal teve de ser abatido.

Pena que a produção e o diretor, antes mesmo do filme ser lançado, tenham sido acusados de racismo por várias pessoas. Grande injustiça, pois quem diz isso não tem nenhuma razão. CÃO BRANCO é filme forte, corajoso e direto sobre o ódio, como ele chega a ser construído não só na cabeça, mas no coração dos seres humanos. E o ódio é algo que muitas vezes está atrelado ao preconceito, seja ele racial, sexual ou social. Algo muito curioso na narrativa de Fuller é que nenhum dos três principais personagens humanos interpretados por Kristy McNichol, Burl Ives e Paul Winfield chegam a ser "protagonistas"... a atenção do espectador se volta inteiramente ao pastor alemão branco desde o início. A trilha de Ennio Morricone pontua com perfeição muitos dos excelentes momentos do filme, mesmo sendo pequena e de poucos temas.

CÃO BRANCO merece a atenção do espectador não só para o que ele tem a dizer, mas pela sua importância para o cinema moderno. 26 anos depois, pode-se dizer sem qualquer receio que essa grande obra de Samuel Fuller continua atual.

Curiosidades:

1 - O projeto passou por diversas mãos, as mais famosas foram as de Roman Polanski que o rejeitou pelo tema ser "delicado" de se falar.

2 - Fique ligado para as rápidas participações de Dick Miller, Paul Bartel e do próprio Samuel Fuller.

2 - A produção não foi lançada comercialmente nos cinemas dos Estados Unidos e acabou sendo exibida no canal a pago HBO diversas vezes. Ela sobrevivia apenas entre os cinéfilos de cópias feitas a partir de VHS (como eu assisti pela última vez, graças às amigas Fernanda Oliveira e Silvia Prado) ou gravações da TV até a Criterion lançar a sua edição especial que ainda teve a proeza de resgatar uma entrevista de Fuller com o ator canino no set de filmagens.

quarta-feira, novembro 05, 2008

RIP



Michael Crichton
1942 - 2008

sábado, novembro 01, 2008

César Almeida convida

"Vai ser lançado no dia 2 de Novembro, durante a Feira do Livro de Porto Alegre, o livro "68: História e Cinema". Esta obra teve origem no Ciclo de cinema: 68, o ano que jamais terminará, do qual eu participei comentando sobre o filme "A noite dos mortos vivos". Além do meu texto em parceria com Paulo Guadagnin sobre a obra prima de Romero, este livro apresentará resenhas e análises de outros grandes clássicos como Barbarella e Easy Rider. Convido todos os amigos a participar dessa festa!"

Parabéns, compañero!!

OTIS - O NINFOMANÍACO (Otis, 2008)

Dando um pouco o tempo nas boas velharias, eis uma pequena surpresa deste ano de 2008. OTIS vem da Raw Feed, o mesmo selo da Warner Brothers responsável por ROTA MORTAL (Rest Stop, 06), SUBLIME (idem, 07) e FÓRMULA MORTAL (Believers, 07). Dos três apenas não vi SUBLIME, mas os outros dois são filmes de um potencial que os seus realizadores não souberam aproveitar. Como simples entretenimento caseiro, eles funcionam ainda que deixem um gostinho de "podia ser muito mais" no final. OTIS tem quase as mesmas falhas, sendo que desta vez elas são muito compensadas pela ótima idéia de tirar um senhor sarro dos atuais exemplares do "terror moderno", sem cair no nível de um TODO MUNDO EM PÂNICO e derivados. A direção é de Tony Krantz, produtor que tem a série 24 HORAS e MULHOLLAND DRIVE no currículo.

Estamos falando de uma comédia sobre Otis (Bostin Christopher, no seu primeiro papel principal) que é um pedófilo de 40 anos e tem como "hobby" sequestrar moçinhas adolescentes para submetê-las a um pesado jogo psicológico, as que não entram no jogo, acabam morrendo. Nada muito leve, com certeza. Mas confesso que me peguei rindo de coisas realmente nada agradáveis de se ver, pois o filme pode ser visto como uma sitcom de humor negríssimo.

Riley Lawson (a gatinha Ashley Johnson) acaba sendo raptada pelo sujeito e ela faz parte de uma família composta por Daniel Stern (pense numa saudade que eu estava de ver esse cara!), Illeana Douglas, Ashley Johnson e Jared Kusnitz que é apresentada ao espectador como se fosse uma de sitcom e o mesmo pode ser dito do estúpido, ridículo e pé-no-saco agente do FBI vivido por um hilário Jere Burns, que consegue roubar cena até de Stern e Douglas quando contracena com eles. Completando o grande elenco, Kevin Pollak, no pequeno, mas ótimo papel do irmão de Otis. E ainda digo que metade do orçamento da produção deve ter ido para adquirir os direitos dos hits oitentistas que fazem parte da trilha sonora, coisa fina como B-52's, BLUE OYSTER CULT, DEVO, TALKING HEADS e outros mais. Nada mal, não?

OTIS se beneficia de um diretor que sabe o que faz (bom, na maioria das vezes hehe), atores perfeitamente escalados em seus papéis, a econômica fotografia em HD e um roteiro cheio de ótimas falas e um bizarro senso de humor que o faz diferente dos outros diretos em dvd que estão sendo lançados nas locadoras. Vale o aluguel.