domingo, setembro 30, 2007

Batendo um papo e deixando uns avisos...

- Pessoal, essas últimas semanas não tem sido brincadeira. A faculdade está me perturbando o juízo (como se ele já não fosse perturbado rs) com tantos trabalhos a entregar e ainda vou entrar em semana de prova. Além disso, ainda estou fazendo alguns pequenos cursos para aumentar o meu currículo enquanto não arranjo um estágio ou um emprego. É coisa pra dedéu. Por causa de tudo isso que o VÁ E VEJA deu uma sofridinha nas atualizações. Mas até que elas estão um pouco melhores do que antes, não é? Tinha vezes que eu publicava uma resenha para só duas semanas depois voltar com outra. Isso é algo que nunca mais aconteceu por aqui, ainda bem. Toda semana tem dado para eu jogar um conteúdo novo por aqui, mas o volume de atualizações irá dar uma caída esses dias. Daqui para sexta, prometo entrar em contato com vocês novamente além da tradicional caixa de comentários nos posts. Continuarei a respondê-los na medida do possível e espero contar com a compreensão de todos.

- Fiquei muito feliz ao ver dois amigos saindo do Estado que residem para fazerem bonito em outros. Meu amigo Luiz Joaquim está fazendo a cobertura do Festival do Rio em seu CINEMA ESCRITO. Você já pode ler a sua opinião sobre À PROVA DE MORTE (Death Proof, 2007) e muitos outros filmes. E o nosso companheiro Marcelo Carrard está junto com uma galera sensacional em Porto Alegre participando do FANTASPOA, sem esquecer de atualizar o seu MONDO PAURA com as últimas novidades do evento pelo seu ponto de vista. A programação deste festival está de uma excelência ímpar. Um dia eu apareço nos dois.

- Quem está curioso para ver o que o astro Anthony Steffen tem a dizer no "Anthony Steffen - A saga do brasileiro que se tornou um astro do bangue-bangue à italiana" de Daniel Camargo, Fabio Vellozzo e Rodrigo Pereira, faça o favor de dar uma visitada no blog VIVER E MORRER NO CINEMA do amigo Leandro Caraça para ler dois singelos trechos do livro. Eu já pensava que seria legal ter um exemplar dele na minha prateleira, mas agora sei que preciso tê-lo. Tenho certeza que as páginas "voariam" e eu iria acabar a leitura em menos tempo que imagino. Sem dúvidas, esse é um dos melhores lançamentos literários do ano!

- Um ser apelidado de Mariachi passou a visitar e comentar o VÁ E VEJA há poucos meses, principalmente nos posts sobre cinema classe B. Ele tem um blog bem interessante chamado CONTATOS IMEDIATOS, mas agora mostrou que é da galera ao criar o INFERNO CINEMATOGRÁFICO. Ontem mesmo foi postada uma resenha sobre o crássico OPERAÇÃO KICKBOXER (Best of the Best, 1989), filme estrelado por gente do naipe de Eric Roberts, Chris Penn, Phillip Rhee e James Earl Jones e com direção de Robert Radler. Confira!

Abraços aos cuecas de plantão, beijos para as moças e até a próxima.

sábado, setembro 29, 2007

TRAMA DIABÓLICA (Sleuth, 1972, ING)


A primeira vez que eu vi TRAMA DIABÓLICA foi durante um período de férias na minha adolescência. Aí eu vivia dormindo de tarde para ficar acordado a madrugada toda vendo e gravando fitas e mais fitas VHS sem comerciais. Foi assim mesmo que conheci obras como BULLIT, DIRTY HARRY e dois filmes do De Palma que são responsáveis por muita coisa do meu gosto hoje em dia: SCARFACE e A FÚRIA. Minhas fitinhas faziam sucesso entre a gurizada, tanto que acabei perdendo algumas depois. Fiquei puto quando percebi o "sequestro", mas depois pensei que mais pessoas poderiam ver aqueles filmes que eu tanto gostei além dos "raptores". Por causa dessa minha santa ingenuidade na época, deixei tudo pra lá pensando que seria mais fácil pegar alguns filmes de novo nas locadoras para copiá-los novamente. Mal completei 16 anos e fiquei desesperado por ver as minhas principais fontes de cultura cinematográfica fechando as portas nos subúrbios que elas se localizavam. Ainda bem que eu consegui recuperar altas coisas daqueles tempos na minha coleção.

Se bem me recordo, assisti a esta pérola com Laurence Olivier e Michael Caine numa madrugada de domingo para segunda na Band e com legendas em português. Foi o bastante para considerá-lo como um dos meus filmes favoritos. Me deliciei com ele do início ao fim, mesmo tão jovem e sem entender direito uma coisa ou outra por causa do sono que estava vindo, mas eu insisti em ver aquele filme até o fim. E como valeu a pena! Foi numa muito recente solitária e preguiçosa sessão doméstica de domingo que tive a companhia de Olivier e Caine novamente durante aproximadas 2h20 de puro encantamento cinéfilo.

Que maravilha de filme é TRAMA DIABÓLICA. A excelência do roteiro de Anthony Shaffer (simplesmente, o autor de O HOMEM DE PALHA e FRENESI) baseado na peça do próprio é inegável e Joseph L. Mankiewicz estava inspiradíssimo na direção deste seu testamento cinematográfico. O filme é a união de dois seres que possuem o poder de ler uma lista telefônica e deixar a gente de boca aberta com duas mentes abençoadas que nasceram para contar e criar histórias.

Na produção, o jovem Milo Tindle (Michael Caine) é convidado pelo premiado escritor Andrew Wyke (Laurence Olivier) para passar uma tarde na sua mansão e resolverem assuntos pendentes. Milo é nada menos que o amante da esposa de Andrew. Não demora muito para que ambos travem com o outro um autêntico e maligno duelo de egos, inteligência, poder e masculinidade. A nós, simples mortais, só resta acompanhar com prazer o desenrolar deste surpreendente jogo de gato e rato.


Nada é o que parece em TRAMA DIABÓLICA, um daqueles raros filmes onde tudo funciona que é uma beleza. A direção de arte também deixa o expectador deslumbrado, pois a decoração na mansão do Andrew se revela estranha e conservadora ao mesmo tempo. Aqueles bonecos por si só chamam a nossa atenção. A memorável trilha sonora de John Addison complementa muito bem todo o clima irônico do filme e a cinematografia de Oswald Morris é um arraso.

Vou chover no molhado e dizer mais uma vez que o texto do Anthony Shaffer é brilhante. Com excelentes reviravoltas e tantos diálogos afiadíssimos, o fã de cinema só pode ir ao delírio. E eu não consigo imaginar melhores atores do que Caine e Olivier para representar aqueles dois personagens tão maquiavélicos.

Mas eu só sei de uma coisa. Depois de TRAMA DIABÓLICA, tenho a mais absoluta certeza que você vai passar a entender como poucos o significado da expressão "quem ri por último ri melhor".

PS: O filme ganhou uma refilmagem recente do cineasta Kenneth Branagh com Jude Law fazendo o papel de Michael Caine e com Caine no lugar de Laurence Olivier. Estou curioso, embora com o pé atrás ao mesmo tempo pela sua curtíssima duração de 86 minutos. O título nacional é o vergonhoso UM JOGO DE VIDA OU MORTE e a produção será exibida na MOSTRA BR DE CINEMA em São Paulo deste ano.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Aphex Twin - Come to Daddy

A obra-prima de Chris Cunningham.
Genial, perturbador, sinistro, inesquecível.

Cronemberg e Lynch devem sentir orgulho desta cria.

MARCEL MARCEAU

segunda-feira, setembro 24, 2007

TELA CLASS: GARRAS DE BAITOLA

Eu só fui ver isso semana passada e ri demais. Os caras do Hermes e Renato desta vez pegaram GARRAS DE ÁGUIA (Talons of the Eagle, 1992), uma tralha daquelas que só poderia ter sido feita no "boom" dos filmecos de ação feitos pra vídeo. Eles simplesmente esculhambaram geral aquilo que já era esculhambado por si só. No elenco, os meus queridos Jalal Merhi, Billy Blanks, James Hong e Matthias Hues!

Partes 1 a 3 abaixo:






domingo, setembro 23, 2007

SANTIAGO: UMA REFLEXÃO SOBRE O MATERIAL BRUTO (2007, BRA)


O cinema de documentário não está muito presente aqui no blog, talvez pelas minhas tentativas de me afastar um pouco de filmes mais secos e realistas esses tempos. Penso que é nesse gênero onde nós temos vários contatos inesquecíveis com cenas ou personagens da vida real. Mas isso apenas ocorre nos bons filmes, lógico. Desgraças como O SEGREDO só servem para denegrir o estilo.

Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que não tenho a mínima aproximação com os documentários do João Moreira Salles. Esse foi o primeiro deles que assisti e creio que ele deva ser um dos filmes mais difíceis que eu vi desde que abri o VÁ E VEJA. A primeira oportunidade que pintou para falar sobre ele foi na caixinha de comentários de um dos últimos posts do DIÁRIO DE UM CINÉFILO, querido blog mantido pelo meu comparsa Ailton Monteiro. Lá, eu disse que SANTIAGO ainda estava em processo de digestão desde quando o vi na tarde da última segunda-feira e que ele era um belo filme. Mas mencionei também de que o documentário poderia ser recebido com indiferença por algumas pessoas, apesar dele ser realmente bom.

João Moreira Salles queria fazer um filme sobre Santiago Merlo, o mordomo da família Salles que o acompanhou durante parte da sua infância até ele virar adulto e sair de casa. Ele passou 5 dias filmando esse sereno, sincero e gentil senhor em 1992, no pequeno apartamento onde morava no bairro do Leblon. Santiago colecionava algo muito especial: a sua escrita. Como vemos no filme, o aposentado mordomo tinha cultura de sobra e ainda se orgulhava da capacidade que ainda tinha de memorizar as coisas com sua idade já um pouco avançada. Resumindo, trata-se de um personagem impressionante.

Salles também filmou cenas adicionais em estúdio, mas não conseguiu terminar dar uma conclusão ao filme. SANTIAGO, como o próprio subtítulo afirma, fala de Santiago, do processo de realização do documentário e da infância do diretor ao mesmo tempo. Quem narra a produção é Fernando Moreira Salles, irmão de João. Desconheço se o documentarista já narrou algum dos seus filmes, mas ainda bem que isso não ocorre aqui. Não acho que João teria segurado as fortes emoções quando fosse ler o seu texto no estúdio. Pegar todo aquele material e ver e rever tudo de novo para fazer uma edição deve ter doído demais no coração.

Além de difícil, o filme incomoda num ponto. A maneira como o João Moreira Salles tratou o seu antigo mordomo durante as filmagens é nada menos que grosseira. Pelo menos, o próprio diretor assume isso ao não cortar o áudio de sua voz e (creio eu) mostra arrependimento por não ter dado a atenção e o carinho que Santiago merecia. Minha maior restrição com o filme é essa, mas a verdade é que não me sinto muito à vontade enquanto escrevo estas linhas sobre ele. Vai ver que isso ocorre por eu me importar mais com o personagem Santiago do que com o resultado final deste projeto de Salles também chamado de Santiago.

Um belíssimo momento do filme é justamente uma cena de outro filme, A RODA DA FORTUNA (The Band Wagon, 1953), o favorito de Santiago. Trata-se de um musical dirigido por Vicente Minelli com Fred Astaire e Cyd Charisse. Quem não gostar do documentário, pode não achar que gastou dinheiro de ingresso à toa só pelo prazer de ter visto esse pequeno, mas sublime momento de puro cinema.

Agradecimentos especiais ao Cinema da Fundação Joaquim Nabuco pelo convite.

segunda-feira, setembro 17, 2007

domingo, setembro 16, 2007

PEDRO DE LARA


1925 - 2007

Trailer de A LENDA DO CAVALEIRO FANTASMA

A LENDA DO CAVALEIRO FANTASMA (Legend of the Phantom Rider, 2002, EUA)


Uma daquelas pequenas pérolas que estão nos balaios promocionais de DVD das lojas de magazines. Ver um bom faroeste feito depois dos anos 2000 tem sido algo bem difícil, só consigo me lembrar que apenas PACTO DE JUSTIÇA e RASTRO PERDIDO conseguiram chamar a atenção merecida dos fãs. Quem continua sentindo falta de algo interessante no estilo pode conferir A LENDA DO CAVALEIRO FANTASMA e acabar gostando dele que nem eu.

A produção custou $ 1.600,000, segundo o IMDB. Todas as limitações deste baixo orçamento foram muito bem contornadas pela criatividade do diretor e produtor Alex Erkiletian. Uma coisa que comprova isso por si só é a sua excelente abertura, simplesmente de tirar o fôlego. Na trama, temos mais uma vez um bandido misterioso acompanhado pela sua gangue de capangas sanguinários que toma uma cidadezinha. Neste caso, trata-se de Blade, vivido pelo ator Robert McRay que também é roteirista do filme. O estranho rápido no gatilho que aparece para fazer justiça pelos oprimidos logicamente não podia ficar de fora, mas lembre-se de que estamos falando de um filme que é legal por ser diferente.

O estranho se chama Pelgidium (McRay novamente!) e ele é uma criatura sobrenatural. Vestido de preto dos pés a cabeça, Pelgidium tem longos cabelos negros, é caladão e anda sempre curvado para esconder o seu rosto deformado e cheio de cicatrizes. Trata-se de um anti-herói memorável, um personagem que chega a ser ainda mais assustador do que os vilões. Esse sujeito sinistro foi trazido ao mundo por causa do forte desejo de vingança de Sarah Jenkins (Denise Crosby, de CEMITÉRIO MALDITO), uma mulher que sobreviveu junto com a filha pequena ao violento ataque de Blade e seus homens à sua família.

O elenco de coadjuvantes é outro achado. Angus Scrimm (o "Homem Alto" da excelente série PHANTASM) faz o padre da cidade. Os veteraníssimos Stefan Gierasch e George Murdock tem belas e pequenas participações / homenagens. E finalizando, Rance Howard (pai de Clint e Ron) e Irwin Keyes. Essas são duas pessoas que eu tenho a mais absoluta certeza que você já deve ter visto em vários outros filmes.

Não bastava tudo já ser muito interessante, a bela cinematografia de John Roy Morgan quase faz com que a gente pense que não estamos vendo uma produção classe B. Com um roteiro que brinca e tem pleno conhecimento das convenções do gênero, atuações competentes e direção e fotografia das mais inspiradas, A LENDA DO CAVALEIRO FANTASMA é mais um daqueles títulos que provam que não se precisa de orçamentos exorbitantes para se fazer um bom filme. Chega dá gosto de se ver.

O DVD nacional da Flashstar apresenta o filme em sua janela correta. Ainda bem!

PS: Falando de cinema B, tem blog novo na área sobre o tema. Ele é o B MOVIE BOX CAR BLUES, capitaneado pelo amigo e companheiro da blogosfera César Almeida, mais conhecido pelo pessoal através do DOLLARI ROSSO. Minha colaboração nele está garantida. Espero que vocês se divirtam aproveitando o conteúdo bacana que já foi postado nesta primeira semana de atividades.

sexta-feira, setembro 14, 2007

VÁ E VEJA vai pra balada com os irmãos Roxbury que ninguém é de ferro!

Will Ferrell - Steve Butabi
Chris Kattan - Doug Butabi

A Night at the Roxbury

Sylvester Stallone:



Tom Hanks:



Jim Carrey:

Charles Bronson vs. Danny Trejo

Semana passada, postei um vídeo com Charles Bronson detonando em DESEJO DE MATAR III.

Nesta última quarta, postei um tributo ao Danny Trejo onde ele apronta geral.

Antes de passar desta pra melhor, J. Lee Thompson nos fez o favor de colocar esses dois monstros cara a cara em 1987 no DESEJO DE MATAR IV. O resultado do estrago vocês conferem agora:



Agradecimentos ao camarada
Bruno Martino pela lembrança!

terça-feira, setembro 11, 2007

Avisos, dicas e batendo um papinho

- Eu pensava que já tinha anunciado a 12ª edição da ZINGU!. Atrasei um pouco como sempre no aviso, mas eles arrasaram demais outra vez. Todo mês eu falo isso, não tem jeito que dê jeito. Se segura: Dossiê Costinha! Isso mesmo, a edição deste mês de setembro tem um senhor conteúdo para todos aqueles que riram muitas vezes com esse grande comediante e para uma outra geração que ainda não deve conhecê-lo. A revista virtual homenageia Antonioni e Bergman, dois grandes nomes que perdemos no mês passado. Ela fala também dos "The Last House... movies", PORNO HOLOCAUST, Asia Argento, Charles Chaplin e seu injustamente esquecido MONSIEUR VERDOUX e mais, muito mais. Não perca a sessão PAPO FURADO que desta vez é respondida pelo editor-chefe Matheus Trunk.

- Outra coisa que me esqueci de falar na semana passada foi a respeito do belo retorno de Carlos Thomaz à blogosfera com o seu OLHAR ELÉTRICO. Mas foi até bom, só para vir aqui e recomendar a leitura do seu último post. Thomaz fala de nada mais nada menos que RABID DOGS, que não é só um clássico de Mario Bava, mas também do cinema. Imperdível.

- Quem também voltou aos blogs foi Ronald Perrone (do extinto HORROR EXPRESS) com o CINE GROOVE. No seu último post, ele também ataca de Mario Bava falando de uma das pérolas do diretor chamada BLOOD AND BLACK LACE. O blog promete e já pode contar com as minhas visitas durante a semana.

- A minha amiga Jamile Calissi escreveu sobre um dos seus filmes de cabeceira: FUNNY GAMES, de Michael Haneke. Para conferir, basta acessar o seu TUDO VINTAGE OU NÃO.

- César Almeida continua a revisar mais e mais bons faroestes italianos no DOLLARI ROSSO. Quem é fã do estilo, faz questão de visitá-lo e de ter o blog nos seus marcadores.

- A rapaziada que curte cinema B e "direct-to-video" não pode deixar de visitar o Your Video Store Shelf toda semana. Um dos últimos destaques postados pelo companheiro Gregory Conley é um podcast com cerca de 40 minutos onde ele bate um papo divertido e interessante com C. Courtney Joyner, roteirista e diretor de filmes que chamaram a atenção do público pro cenário B norte-americano. Ele trabalhou muito com o diretor Mark L. Lester ao escrever os roteiros de A GUERRA DOS DONOS DO AMANHÃ, INIMIGO PÚBLICO Nº 1, O RAPTO DE CANDY e outros. Joyner também escreveu DURO DE PRENDER, a antologia de horror DO SUSSURO AO GRITO e o terceiro filme da série PUPPET MASTER para a Full Moon. A sua carreira de diretor se resume a dois títulos desta produtora de Charles Band: APRISIONADOS PELO MEDO - uma adaptação barata de Lovecraft com Jon Finch, Ashley Laurence e Jeffrey Combs no elenco - e TRANCERS 3. Mais recomendado para quem é bom ou arranha legal no inglês ouvido.

- O documentarista Kiko Goifman (33) dá os seus primeiros passos no longa-metragem de ficção. O seu mais novo projeto será feito em associação com o pernambucano Hilton Lacerda (CARTOLA - MÚSICA PARA OS OLHOS) e é intitulado FilmeFobia. Visite o curioso site oficial do filme clicando aqui.

- Hoje às 18h30min no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco aqui em Recife, a turma da Símio Filmes irá fazer o pré-lançamento do curta de ficção GALO DA MADRUGADA que é dirigido por Gabriel Mascaro e Iezu Kaeru (??). Infelizmente não poderei ir, mas aqui fica a dica pros leitores recifenses já que gostei do que vi vindo do pessoal. Nesta quinta-feira no mesmo bat-local, mas às 19h vai ser exibido o clássico THIS IS SPINAL TAP! A entrada para ambos os eventos é franca.

- O feriadão foi bacana. Deu para dar umas boas saídas e descansar vendo muitos filmes legais. Vi CIDADE DOS HOMENS no cinema, já em DVD foi a vez de TROPA DE ELITE (simplesmente fantástico de tão bom), A ÚLTIMA CARTADA (uau!) e mais um capítulo da série de telefilmes lançados em DVD protagonizada por Tom Selleck e dirigida por Robert Harmon chamada CRIMES NO PARAÍSO. Desde já, o personagem Jesse Stone é o meu herói cinematográfico de 2007. Quero falar sobre eles em breve, mas também prometi falar de A CASA DO CEMITÉRIO, A IRMANDADE DA GUERRA, EDMOND, OS DOZE TRABALHOS e CIDADE DA VIOLÊNCIA em outras atualizações e até agora nada. Parece que estou começando a aprender com o meu mano Luiz Alexandre rs.

- No momento em que atualizo esse post, o contador está marcando 21.163 visitas desde fevereiro deste ano! Muito obrigado a todos que tiram um pequeno tempo para ler o meu blog. Sejam aqueles que visitam caladinhos, os que pegam ainda mais um pouco deste tempo para escrever uma simples mensagem querendo trocar idéias ou até mesmo soltar uma piada só para me fazer sorrir, os que sempre me apoiam a continuar com o blog de diversas maneiras e também os que aparecem aqui por causa do Google. Ao digitar "va e veja" neste famoso site de buscas, o primeiro link que aparece é o meu blog e o da crítica do filme na Contracampo é o nono hehehe.

Abraços a todos vocês, valeu pela visita e até a próxima atualização.

Editado às 16:00 em 11/09/07

segunda-feira, setembro 10, 2007

Trailers de LUCK OF THE DRAW e PLAYED



SOB FOGO CRUZADO (Luck of the Draw, 2000, EUA)

Em meados de abril para maio de 2006, lá estava eu escrevendo para o Erotikill sobre duas fitas classe C que tinham os meus queridos Michael Madsen e Dennis Hopper no elenco. Dando uma fuçada no IMDB, dei de cara com esse tal filme chamado LUCK OF THE DRAW. Quando vi o elenco, juro que quase tive um ataque! Vejam a capa:

Esse sim é um filme que merecia ser chamado de O RETORNO DOS MALDITOS!!
SOB FOGO CRUZADO faz parte de um tempo que não deve voltar mais. Algumas produções feitas pra lançamento em vídeo metiam vários nomes e rostos conhecidos nas capinhas pra chamar a atenção, mesmo que apenas um ou até nenhum deles seja o protagonista. Filmes como A CAIXA, O PADRINHO, SEM AMANHÃ e outros fazem parte desta leva. Recentemente, Sean Stanek (que estreiou no horrível PRISIONEIROS DAS TREVAS) aderiu ao "movimento" com PLAYED, um filme barato rodado em vídeo com um elenco dos mais curiosos que deve fazer algum estrago nas locadoras caso seja lançado por aqui.

James Marshall protagoniza o filme no papel de Jack Sweeney, uma pessoa que bate de porta em porta atrás de emprego. O que esse rapaz mais deseja é trabalhar em banco, mas os seus antecedentes criminais o impedem de conquistar esse sonho. Na saída de mais uma das suas fracassadas tentativas em alguma agência, ele acaba presenciando um tiroteio entre polícia, gângsters e ladrões com a intenção de roubar uma maleta com matrizes para impressão de dinheiro falso em posse destes bandidos. Quem acaba levando o cobiçado objeto pra casa é Jack que trata logo de falar com o seu antigo parceiro de crimes Zippo (Michael Madsen) que acredita poder fazer negócio com Macneilly (Ice-T). Gianni Ponti (Dennis Hopper) - o responsável pelo assalto mal-sucedido - manda os seus capangas Carlo (Eric Roberts) e Buddy (Sasha Mitchell, o David Sloan da série KICKBOXER) atrás de informações sobre a maleta. Enquanto tudo se desenrola, vemos que um assassino profissional (Patrick Kilpatrick) e dois policiais (William Forsythe e Richard Ruccolo) estão atrás da mesmíssima coisa.

Tudo é muito simples, direto e até previsível em SOB FOGO CRUZADO. Nós já vimos essa trama mais de um milhão de vezes, mas sem uma verdadeira reunião de figuraças que alguns de vocês devem curtir se divertindo horrores ao desempenhar os seus papéis. O diretor deste divertido filme é ninguém menos que Luca Bercovici de GHOULIES e THE GRANNY, ou seja, o cara tá na turma de Fred Olen Ray e Jim Wynorski, mas até que ele fez o seu trabalho direitinho. De todos os atores citados no texto, o meu favorito no filme tinha que ser o Eric Roberts. Eu não pude ficar sem rir de como ele deu vida ao Carlo, um capanga como outro qualquer que fica sempre se achando o máximo. Esse filme ficaria melhor se o roteiro não inventasse de incluir um desnecessário romance pro personagem do James Marshall. Tirando isso, teríamos mais cenas de Hopper, Madsen e cia. limitada. O final ainda tem um tiroteio em câmera lenta. Tenha inveja, Tarantino!

Esqueça um pouco que estamos diante de mais uma besteira feita para faturar uns trocados de locação e tente se divertir em companhia dos monstrinhos presentes no elenco. Esse é um daqueles pequenos filmes que a gente assiste numa boa em 90 minutos só para dar uma descontraída depois de ter visto algo mais pesado, dodói do juízo ou um daqueles filmecos que se acham grande coisa, mas que acabam não sendo porra nenhuma.

PS: Pena que o DVD nacional deste filme lançado nas bancas pela Editora Escala só tenha "dublado em português" como idioma. Eca! Ainda bem que passei o filme para uma mídia e consegui devolver depois. Mas até que a dublagem é melhorzinha do que muitas que eu já ouvi. Quem gosta de filme B e de porrada sabe do que estou falando hehe.

domingo, setembro 09, 2007

O ENCONTRO DOS CAMPEÕES (That Championship Season, 1999, EUA)

Estou me sentindo um pouco abatido por conta de duas coisas que aconteceram comigo recentemente, ambas com relação a projetos onde eu estava envolvido e botando muita fé. A coisa que eu mais sinto medo em toda a minha vida é do futuro. Quem eu serei? O que irá acontecer comigo? Será que minha vida irá melhorar ou ela só irá piorar mais e mais? Será que deixarei algo para a posteridade e fazer com que algumas pessoas se lembrem de mim? Essas são perguntas que tem aparecido na minha cabeça quase todo santo dia.

O ENCONTRO DOS CAMPEÕES fala sobre isso. Me lembro da primeira vez em que assisti a esta segunda adaptação cinematográfica (embora feita pra TV) na TNT da peça teatral vencedora do Pulitzer de Jason Miller, que já foi levada aos palcos brasileiros por Cecil Thiré. Mesmo com o áudio dublado, fiquei bem surpreendido com a qualidade do roteiro e as excelentes atuações dos cinco atores principais que dão vida aos problemáticos personagens do filme. No finalzinho de 2005, consegui a fita VHS original legendada distribuída pela Warner Home Vídeo e revi no mesmo dia em que a peguei. Foi o bastante para eu considerá-lo um dos meus dramas favoritos.


Todo ano, o técnico (Paul Sorvino, que também tem sua estréia como diretor aqui) de um time de basquete colegial de uma pequena cidade na Filadelfia que ganhou o campeonato estadual faz uma reunião com três dos cinco daqueles jovens jogadores que se empenharam para conquistar a premiação e que continuam morando lá. Os outros dois saíram da cidade e nunca mais deram notícias. Agora é o vigésimo aniversário do acontecimento, os rapazes estão na casa dos 40 e um dos volta para participar do tradicional reencontro anual. Os garotos de Filllmore High hoje são:

Phil Romano (Vincent D'Onofrio): Executivo que vive se achando o bacana. Uma das pessoas mais ricas da cidade.

George Sitkowski (Tony Shalhoub): Atual prefeito que teme não conseguir se reeleger, apesar da ajuda de Phil na sua campanha.

James Daley (Terry Kinney): Diretor de uma escola, parceiro político de George.

Tom Daley (Gary Sinise, absurdo de tão bom!): Aquele que volta pra casa. Irmão de James, Tom era um promissor escritor que acabou se tornando um álcoolatra. Numa sacada genial e ao mesmo tempo irônica do roteiro de Jason Miller, essa personagem parece ser a pessoa mais correta de todas as presentes na reunião.

O que um grupo de amigos que não se vê há muito tempo juntos faz quando se reúne? Bebe! Lembram-se daquele dito popular "A bebida entra e a verdade sai"? Pronto, é exatamente o que vai acontecer aqui com os personagens deste drama. Se não fosse a chegada de Tom, aquela noite seria exatamente a mesma que ocorre todo ano. O ENCONTRO DOS CAMPEÕES sempre me deixa muito apreensivo porque ele fala com brilhantismo do que ocorre quando já estamos mais maduros e temos de nos conformar com todas as oportunidades que perdemos no decorrer de nossas vidas.

O filme é puro teatro filmado. Grande parte da sua duração se dá dentro da sala de estar na casa do técnico. Os belos desempenhos do elenco, um excelente texto e a direção simples de Paul Sorvino garantem uma bela produção no estilo que hoje está um tanto esquecida. Trata-se de uma história triste, protagonizada por pessoas que buscam a redenção tarde demais, mas a conclusão dá uma certa dose de esperança ao expectador a respeito do futuro daqueles homens que chega a ser tocante. Altamente recomendado.

Quero muito ver a versão anterior algum dia. Ela é dirigida e roteirizada pelo Jason Miller e tem Robert Mitchum interpretando o técnico. Os rapazes do time são vividos por Bruce Dern, Stacy Keach, Martin Sheen e o próprio Paul Sorvino.

quinta-feira, setembro 06, 2007

A gloriosa, linda e fantástica cena final de DESEJO DE MATAR III



Michael Winner já teria o seu lugar garantido na história do cinema se ele tivesse feito apenas esse filme.

PS - 07/09/07: Acabei de mudar o título pra não deixar ninguém pensando que se trata daquele tiroteio antológico que ocorre no final. Infelizmente não consegui achá-lo completo no YouTube.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Vocês estão vendo o mesmo que eu??


Com a palavra, Adriana.

"Também pudera, o coordenador de campanha é Quentin Tarantino e o futuro secretário de Estado é Willem Dafoe, quiçá Dennis Hopper (só pra terem mais diálogos sobre berinjelas). L-U-X-O."

Será que Dafoe se interessou em política por causa de TRIPLO X 2? rs.

Visite: http://www.walken2008.com/

domingo, setembro 02, 2007

Enquanto o excelente ZODÍACO fica sem aparecer nas locadoras, aqui vão comentários sobre 3 filmes que também são inspirados em crimes de assassinos da vida real.

CÁLCULO MORTAL (Murder by the Numbers, 2002, EUA)


Filme descartável do cineasta Barbet Schroeder, que tem alternado projetos pessoais como NOSSA SENHORA DOS ASSASSINOS com filmes para estúdios. Também produzido por ele, CÁLCULO MORTAL reconta outra vez a história que inspirou o clássico FESTIM DIABÓLICO de Alfred Hitchcock. Sandra Bullock (até aturável...) faz uma detetive que suspeita do envolvimento de dois jovens de famílias de classe alta (Ryan Gosling e Michael Pitt) em um assassinato.

Acho legal ver alguém apresentando os responsáveis pelo crime num filme de suspense e conseguindo segurar a nossa atenção durante toda a sua duração. Mas depois de uma promissora meia hora, CÁLCULO MORTAL nos empurra 1h30min da mais pura mesmice. Se bem que o título original me avisou, então a culpa por eu ter assistido ao filme é minha mesmo. A censura 18 anos da capinha do DVD é uma das mais mentirosas de todos os tempos. Dá pra passar esse filme inteiro e sem nenhum corte no horário da novela. A produção ainda perdeu pontos comigo por ser mais uma a desperdiçar o talento do ótimo Chris Penn.

KARLA - PAIXÃO ASSASSINA (Karla, 2006, CAN)


O que acontece quando um simples filme B é feito com o diretor pensando que está realizando algo importante? Essa produção canadense de Joel Bender com Laura Prepon (da série THAT 70'S SHOW) e Misha Collins interpretando o casal Karla Homolka e Paul Bernardo responde muito bem a questão.

Paul filmava os estupros e assassinatos das jovens que raptava, enquanto Karla o auxiliava. Toda a trama é contada a partir do relato que a criminosa faz a um psiquiatra dentro do presídio. As atuações são boas e o roteiro é melhorzinho do que a média das produções do estilo. É por isso que seja uma pena que KARLA sofra do mal daqueles filmes que falam sobre um assunto violento e se esforçam ao máximo para a sua violência ser quase nula. Sim, sim, muitas vezes a violência sugerida funciona bem melhor do que a mais explícita, mas este não é o caso. Nem mesmo as atrizes pagam peitinho quando tiram a blusa!! Assim não dá... pra filminho B puritano a minha tolerância agora é zero!

O ESTRANGULADOR (The Hillside Strangler, 2004, EUA)


Radicalmente o oposto dos filmes comentados acima. Aqui, uma dupla de bons atores injustiçados interpreta dois dos mais famosos assassinos em série norte-americanos. C. Thomas Howell é Kenneth Bianchi e Nicholas Turturro faz Angelo Buono, os homens responsáveis por crimes que a polícia acreditava serem creditados a uma única pessoa. A imprensa apelidou o suposto assassino de O ESTRANGULADOR DE HILLSIDE. Quem dirige essa produção de baixo orçamento é Chuck Parello, de ED GEIN e da malhada continuação desnecessária do chocante HENRY: RETRATO DE UM ASSASSINO. Howell e Turturro convencem na pele dos malignos homens que descobrem ter prazer de matar ao sairem numa noite para se vingar de uma prostituta. Durante 14 meses, os dois estranguladores tiraram as vidas de muitas mulheres inocentes.

Enquanto eu o assistia, senti de imediato que ele era um legítimo exploitation. Não aparece nada da investigação policial sobre os crimes, tudo o que vemos simplesmente é Bianchi e Buono atrás de suas vítimas e as executando. Assim como no clássico A VINGANÇA DE JENNIFER, onde o expectador só acompanha o ato do estupro e a vingança da moça do título contra seus malfeitores. No filme há nudez feminina, sexo, muitos palavrões, estupro e uso de drogas, ou seja, fiquei surpreso pois fazia muito tempo que não via um filme B recente com tudo isso. Mas a maior surpresa é ver um caidaço C. Thomas Howell dando vida a esse tipo de personagem e não desapontar em seu desempenho. A direção até descuidada e o roteiro que apresenta furos e soluções muito apressadas colaboram ainda mais para que O ESTRANGULADOR seja algo efetivamente desagradável de se assistir. Indico mais o filme para quem sente muita falta de um exploitation atual que se assuma como um.

Existe uma outra versão desta história feita para TV chamada O FIO DA MORTE (The Case of the Hillside Stranglers, 1989). Ela conta com um jovem Billy Zane e o sempre ótimo Dennis Farina fazendo os dois primos assassinos e o saudoso Richard Crenna como um policial que está investigando o caso. Se por acaso você conseguir achar a rara VHS dele lançada pela VTI, arrisque uma conferida pois trata-se de um bom filme.