sexta-feira, agosto 31, 2007

Tenha uma boa leitura

Última entrevista com Anthony Steffen: http://www.italiaoggi.com.br/not04_0604/ital_not20040427b.htm

Luiz Joaquim vira blogueiro por pouco tempo em seu site CINEMA ESCRITO. Numa tentativa de relatar a gama de sentimentos que ele teve ao rever o clássico ULISSES, temos um texto pessoal escrito por um autêntico fã de cinema. Clique aqui para visitar o site. Há alguns errinhos bestas de digitação, mas eles não diminuem a beleza do texto que é um dos meus favoritos vindos deste amigo.

William Friedkin é entrevistado a respeito de BUG:
http://www.comingsoon.net/news/movienews.php?id=20415

THE LOST BOYS 2 pode perder um Corey:
http://www.yourvideostoreshelf.com/index.php/20070829/lost-boys-2-the-tribe-loses-a-corey/

Artigo muito legal e informativo sobre a The Asylum: http://www.signonsandiego.com/news/features/20070817-9999-lz1c17invasio.html

quinta-feira, agosto 30, 2007

quarta-feira, agosto 29, 2007

POSSUÍDOS (Bug, 2006, EUA)


Dá-lhe, William Friedkin!

Só mesmo uma associação com o seu mais famoso e polêmico filme para fazer a sua mais nova cria garantir uma boa circulação de cópias nos multiplexes de todo o Brasil. Digo isso meio que chutando, mas acredito que isso esteja acontecendo mesmo, já que POSSUÍDOS entrou em cartaz nos três maiores multiplexes de Recife. Não esperava sair da minha casa no último sábado para assistir a algo como ele numa sala mais comercial, um filme que é pequeno, simples, complexo e estranho ao mesmo tempo. Só por isso já vemos o quanto ele se revela especial entre os outros títulos que estão em cartaz.

Acredito que apreciaria mais BUG (isso mesmo, não vou mais falar o genérico e pavoroso título nacional daqui por diante) se eu não tivesse criado tanta expectativa desde a sua exibição em Cannes. Mesmo sabendo que ele era baseado numa peça, eu não esperava também que ele fosse tão teatral em muitos momentos. É mais por conta destas razões puramente pessoais que não consigo esconder de vocês esse pequenino sentimento de decepção a um dos filmes que eu mais esperava assistir este ano.

Em BUG, temos uma protagonista que é totalmente o oposto do que o público costuma ver nos multiplexes. A rotina diária de Agnes White (Ashley Judd, memorável) é a seguinte: ela trabalha como garçonete de um bar para voltar à noite e tomar porres homéricos de vinho e se drogar sozinha ou com a amiga lésbica R.C. (Lynn Collins) no apartamento de motel em que mora. R.C. apresenta a ela um ex-militar chamado Peter Evans defendido com muita garra pelo excelente Michael Shannon, cuja atuação é uma das maiores razões pra se ver o filme. Peter afirma para Agnes que não quer ir para a cama com ela, mas isso será inevitável, já que ambos são pessoas muito carentes não só de sexo, mas de uma companhia, uma amizade. As coisas começam a mudar quando a moça percebe que Peter está obsessivo com insetos que nem ela e o expectador consegue ver. Piorando tudo, temos a presença do ameaçador Jerry (Harry Connick Jr.), ex-marido de Agnes que acaba de sair do presídio.

Como o filme não tem medo de esconder as suas raízes teatrais, mais de 90% de sua duração total é passado dentro do pequeno apartamento com os personagens de Judd e Shannon dialogando constantemente. Esse último reprisa o papel que vem fazendo há 2 anos no teatro com a peça que originou o projeto e o resultado impressiona. Shannon é um daqueles raros tipos de atores que se entregam por completo ao personagem, sem qualquer receio de parecer ridículo. Sua atuação em BUG é um dos grandes momentos do cinema vistos em 2007. Já Judd se afasta pra valer daquele único personagem que vinha fazendo em filminhos de suspense pra consumo rápido. Nunca fui com a cara da atriz, mas depois deste filme darei mais chances para ela, ainda que Shannon a carregue um pouco nas costas. Não podemos esquecer de mencionar a ótima participação do músico Harry Connick Jr. mostrando outra vez que também deve ser levado a sério como ator. Não é qualquer um que cause tão boa impressão com um tão limitado tempo em cena.

Tudo funciona muito bem graças à William Friedkin, lógico. A fúria e a calma andam estranhamente juntas na sua condução para uma história de amor nada convencional como esta. O que ele fez com os poucos recursos que teve não é nada menos que admirável. Todo o projeto pode muito bem ser visto como Friedkin encarando um desafio, afinal estamos falando do diretor que simplesmente dirigiu duas das melhores perseguições automobilísticas de toda a história do cinema. Não penso que ele tenha encarado uma produção com o orçamento que teve em BUG, um terror psicológico dos menos caretas já feitos.

Creio que a gente tem mais costume de conferir filmes assim em cinemas alternativos ou no conforto do nosso quarto. Mas ao ver um BUG numa sala convencional, temos a chance de nos divertir com alguém como o sujeito que se levantou de uma cadeira a frente da minha e mandar um sonoro ESSE FOI O PIOR FILME QUE EU VI NO ANO hehehe. Recebi ontem a notícia de que BUG entrará em cartaz no Cinema da Fundação aqui em Recife. Com certeza, farei de tudo pra revê-lo outra vez antes que ele pare de ser exibido nesta excelente sala.

O melhor filme teatral do Wiliam Friedkin continua sendo a sua fantástica versão para TV de 12 HOMENS EM UMA SENTENÇA, um dos clássicos que Sidney Lumet deu para todos nós. Trata-se de um dos dois filmes que me fizeram perceber que cinema era muito mais do que eu imaginava quando era mais novo, ao deixar de ser criança para virar adolescente. O outro foi nada mais nada menos que o soberbo, o lindo, o maravilhoso TRÊS HOMENS EM CONFLITO. Devo muito a Leone e Friedkin pela relação com o cinema que tenho desde aquele período marcante de minha vida.

PS: Dois monstrinhos completam aniversário hoje. Por coincidência, vi no IMDB que Friedkin completou 72 anos de idade! Nossa... a julgar por sua direção furiosa e rebelde em BUG, ele nem parece ter essa idade. E o outro é o blog DIÁRIO DE UM CINÉFILO que completa 5 anos de existência. Já parabenizei o Ailton Monteiro por esse grande feito, mas sendo fã do seu belíssimo trabalho semanal, eu não posso deixar de fazer essa pequena homenagem por aqui também.

segunda-feira, agosto 27, 2007

IDENTIDADE ROUBADA (Irresistible, 2006, AUS)


Antes de falar sobre minha melhor experiência cinematográfica do final de semana, quero começar as atividades desta semana falando sobre esse simpático direto-pra-vídeo que eu vi na noite de ontem. Se eu vejo dois atores que aprecio ou mais atuando juntos num filme, uma coisa é certa: eu irei assisti-lo um dia. Sempre gostei de Susan Sarandon e Sam Neill, por isso contava com uma cópia de IDENTIDADE ROUBADA já há algum tempinho no estoque pro caso de eu querer ver um filminho rápido e simples só para relaxar e depois ir dormir.

A protagonista Sophia é vivida com a competência de sempre por Sarandon. Ela é uma ilustradora de livros infantis que enfrenta uma pequena crise no seu casamento com o arquiteto Craig (Sam Neill) por causa da pressão que vem sofrendo com um trabalho. Seu relacionamento com ele e suas duas filhas está bem, mas de uma hora para outra algumas coisas da casa dela começam a desaparecer como brinquedos das crianças, fotos de família e roupas. Sophia desconfia de que alguém esteja entrando em sua casa e a sua principal suspeita por uma série de motivos é Mara (Emily Blunt, totalmente desconhecida por mim antes), a bela técnica de informática do escritório do seu marido. Serão esses motivos reais ou frutos da imaginação de Sophie, já que ela não tem conseguido dormir direito?

Dirigido e escrito por Ann Turner, IDENTIDADE ROUBADA é um bom filme que se revela refém dos seus momentos. Numa hora está ótimo, mas em outra parece levar um tombo sem grandes chances de se levantar. E ele se levanta para depois cair um pouquinho de novo mais lá na frente. Como suspense psicológico, o filme é um bom drama. Mesmo assim, creio que apreciei bem essa pequena sessão doméstica. Falando das atuações, Susan Sarandon parece estar um pouco avoada em diferentes passagens da produção, mas isso é algo que funciona para a personagem. Sam Neill.... bem... é Sam Neill e a talentosa Emily Blunt passa credibilidade no seu papel.

Em determinadas partes, o filme tem um jeitinho de feito pra TV, principalmente a partir da cena em que há um ataque de vespas feitas em CGI. Enfim, trataria-se de um título esquecível se não fosse a porradinha que é o ótimo final. Ah, eu simplesmente amo isso. Tudo está muito lindo e nas mil maravilhas, só que a última cena ainda não chegou e é nela que os diretores e roteiristas dão aquele tapa pra você acordar e enxergar a realidade. Há gente que dá uma voada boa nesta conclusão, mas basta reparar no que acontece nela e pensar um pouquinho que você poderá ficar surpreso assim como eu que não tinha expectativa alguma com o filme. IDENTIDADE ROUBADA me deixou interessado e entretido durante todo aquele regular intervalo de tempo. O que eu mais podia querer de um simples direto-pra-vídeo?

Confissão:

Ok, ok, baixei TIME AFTER TIME da Cyndi Lauper pra escutar só por causa do filme hehe.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Silencio...

Lembrança do companheiro Renato Doho

CIDADE DOS SONHOS (Mulholland Drive, 2001) - Dir. David Lynch

Hoje às 22h40min na TV Cultura

Trailer oficial da refilmagem de HALLOWEEN

Dica do nosso amigo Daniel The Walrus.
Já fiquei um pouquinho mais animado.

Novidades dos malucos da The Asylum e Nu Image


Mark Dacascos está em I AM OMEGA. Qualquer semelhança com I AM LEGEND, próximo blockbuster do Will Smith baseado no clássico livro de Richard Matheson, não é mera coincidência!


Já Lorenzo Lamas vai voltar às prateleiras das locadoras com uma versão futurista de 20.000 LÉGUAS SUBMARINAS intitulada de 30.000 LÉGUAS SUBMARINAS hehe. O diretor deste filme deve ser um sujeitinho muito do burro, já que qualquer fã de uma boa tralha ficaria doido de vontade pra ver Lorenzo Lamas fazendo Capitão Nemo!

E a Nu Image nos alegra outra vez com o quê? Mais um filme ultra-picareta de tubarões cheio de cenas de arquivo ou de outros filmes mesmo. Agora desta vez, apenas o título do filme nos deixa morrendo de curiosidade por ele. Se segura: SHARKS IN VENICE! Isso mesmo, TUBARÕES EM VENEZA! Filmado na Bulgária (???), a produção vai contar com o diretor Danny Lerner (que já fez altas tralhas pra Nu Image) e será estrelado por Stephen Baldwin, um cara que simplesmente não tem a capacidade de dizer NÃO para um roteiro com um chequinho dentro dele.


Cena de TUBARÕES 3 (Shark Attack 3: Megalodon, 2002)

quarta-feira, agosto 22, 2007

Trailer oficial de EASTERN PROMISES

Nada como um novo filme do Tio Cronemberg só para deixar a nossa vida mais feliz.

DURO DE MATAR 4.0 (Die Hard 4.0 aka Live Free or Die Hard, 2007, EUA)


Eu estava relutante em ir pro cinema neste último final de semana. O filme que eu mais estava a fim de ver de todos era O NOITE DE ESTRÉIA de John Cassavetes que estaria estreando naqueles dias no Cinema da Fundaj, caso o prédio não estivesse fechado para uma rápida reforma. Mas no domingo resolvi dar uma saída para esfriar a cabeça só com a intenção de ver um simples e eficiente filme de ação. Na tarde da sexta-feira, eu tinha assistido o ótimo CIDADE DA VIOLÊNCIA (que será comentado numa das próximas atualizações, sem falta!) e me divertido horrores com ele. Então por que não daria para me divertir com mais uma desenfreada aventura do John McLane, não é?

No filme, esse querido personagem do cinema de ação imortalizado na pele do senhor Bruce Willis - adotando mesmo a careca e em excelente forma pra idade, diga-se de passagema - enfrenta um outro tipo de terrorismo: o tecnológico. A mente por trás de todo o plano é Thomas Gabriel (Timothy Olyphant, da série DEADWOOD), um terrorista digital que junto com a sua turminha começam a causar o caos nos Estados Unidos. Ele contou com a "ajuda" de jovens hackers que agora estão sendo eliminados um a um por seus homens, liderados pelo ator, dublê e coreógrafo francês Cyril Raffaelli (13º DISTRITO, O BEIJO DO DRAGÃO) fazendo um daqueles capangas que dão até mais trabalho pro protagonista do que o vilão principal. McLane consegue salvar um dos hackers do destino fatal (Justin Long, de OLHOS FAMINTOS) e irá fazer de tudo protegê-lo, pois o cara tem capacidade de reverter um pouco o quadro só com um simples palm-top em mãos. Temos também as gatinhas Maggie Q e Mary Elizabeth Winstead no elenco para limpar as nossas vistas da macharada que reina nele. Como se eles não bastassem, Kevin Smith ainda faz uma participação especial como um hacker fã de Star Wars. Só podia...

DURO DE MATAR 4.0 parece ter sido mais feito para uma outra geração conhecer John McLane, principalmente os adolescentes fissurados em videogame, tamanha a quantidade de cenas exageradas de destruição. Como Ailton Monteiro falou na ocasião da estréia, elas só fazem o filme ser ainda mais divertido. É impossível deixar de mencionar o momento em que John McLane consegue explodir um helicóptero usando um carro. Detalhe: o carro estava no chão! hehe.

A produção apenas não é uma das melhores continuações do clássico de 1988 por conta da censura PG-13 que os produtores exigiram para fazer com que o filme tenha mais sucesso nas bilheterias. O resultado é um outro John McLane aos olhos dos fãs mais antigos da série. Ele continua aquele anti-herói cínico, sarcástico e sem a menor paciência com troços como um computador, mas McLane não solta mais um "fuck" a cada três palavras que fala e agora está parecendo mais um alienígena de tão indestrutível que ele agora é. Nem rola um mísero jatinho de sangue saindo dos corpos que McLane baleia no seu caminho. Toda aquela essência e humanidade do personagem se foi pelos ares com mais essa decisão estúpida de Hollywood. Deveriam deixar mais o PG-13 pra TRIPLO X e CARGA EXPLOSIVA, que são franquias que estão usando essa censura desde o seu início. Ao menos, McLane continua sendo aquele que mais apanha dos bandidos de todo os exemplares do cinema de ação americano.

Inferior aos dois últimos filmes de Bruce Willis (os ótimos REFÉM e 16 QUADRAS) e aos capítulos anteriores da saga de John McLane, DURO DE MATAR 4.0 pode cometer uma quase heresia com esse personagem realmente imortal, mas não deixa de ser divertidíssimo mesmo assim. Len Wiseman (dos "não vi e nem quero ver" filmes da série UNDERWORLD) até que deu conta do recado melhor do que eu imaginava.

Editado em 22/08/07 às 23:30

segunda-feira, agosto 20, 2007

O RETORNO DOS MALDITOS (The Hills Have Eyes 2, 2007, EUA)


Não me lembro de ter faltado tanto o respeito com um filme aqui no blog, mas esse pediu: Que grande pedaço de merda que é esse O RETORNO DOS MALDITOS!! Sou um cara até acostumado em me divertir bem com algumas continuações baratas feitas pra vídeo que não são continuações (como O LUTADOR e COM AS PRÓPRIAS MÃOS 2), mas essa daqui feita e lançada em menos de um ano do lançamento do original foi demais.

O filme é fraquíssimo. Todos os personagens dele são uns completos idiotas, portanto não há uma única chance da gente torcer pela sobrevivência deles. Wes Craven e seu filho Jonathan fizeram um roteiro dos mais picaretas (como eles, evidentemente) onde vários clichês vivem atropelando uns aos outros e reduz os personagens desfigurados do filme original a monstros assassinos irracionais em um "slasher" bem meia-boca e previsível. Me lembro de ter lido o Carlos Reichenbach dizer algum dia que a pior coisa que se pode dizer a respeito de um filme é que ele pode ser visto só pela fotografia. Pois saibam que nem a ótima cinematografia dele e nem o mais uma vez excelente trabalho nos efeitos de Greg Nicotero e Howard Berger compensam a grande perda de tempo que é O RETORNO DOS MALDITOS. É chato demais falar isso como entusiasta do gênero, mas ainda bem isso vai ser lançado só em DVD. Até o tão malhado QUADRILHA DE SÁDICOS 2 deve ser melhor.

No lugar dele, melhor ver esses:


Se você está desesperado para ver algo no estilo, arrisque PÂNICO NA FLORESTA (Wrong Turn, 2003). Ele dura menos de 1h20min antes dos créditos finais, é bem dirigido, tem um roteiro legal e prende a atenção, o oposto de O RETORNO DOS MALDITOS. Caso já tenha visto ele, tente então DETOUR: ROTA 666 (Detour, 2003), uma pequena produção do pessoal da The Asylum feita para aproveitar a onda do lançamento de WRONG TURN. Embora conte com atores "teens" fazendo óbvios estereótipos, o filme sofre mais por limitações do orçamento do que pela falta de criatividade. Há um inesperado momento nele que por si só vale a sua locação. Obviamente, ambos foram inspirados no clássico QUADRILHA DE SÁDICOS.

PS: Falando em retorno dos malditos (hehe), os amigos Luiz Alexandre e Ibertson voltaram às atividades na blogosfera depois de um bom tempo ausentes nela. Luiz fez mais de 1 post na semana passada em seu MAD BLOG, o que é sinal de que ele pode estar tomando jeito, mas nem ele mesmo e nem eu garantimos nada, viu? Ibertson manda muito bem falando de dois filmes coreanos que o surpreenderam muito positivamente no CINEMA PARA TODOS e que poucas pessoas (eu incluso) não conhecem. Sejam muito bem-vindos de volta!

Os destemidos caçadores de vampiros voltaram!


Caso vocês ainda não saibam, os dois Coreys estarão juntos novamente na seqüência para um dos filmes mais populares dos anos 80, OS GAROTOS PERDIDOS. Quando pensamos no saudoso cinema de entretenimento daqueles tempos, certamente este sucesso do Joel Schumacher é dos primeiros que nos vem à mente. Dirigido por P. J. Pesce (do muito divertido UM DRINK NO INFERNO 3), THE LOST BOYS 2: THE TRIBE deve ser lançado diretamente no mercado de DVD em 2008. Quem interpretará o vilão vampiresco aqui é Angus Sutherland, meio-irmão de Kiefer Sutherland, que atuou no primeiro filme. Para aumentar ainda mais o clima nostálgico da diversão, ninguém menos que Tom Savini vai interpretar um dos vampiros da produção. Em tempos de mais e mais filmes medíocres do gênero indo aos cinemas e as boas surpresas sempre aparecendo nas locadoras, essa é uma das notíciais mais legais para os fãs deste ano de 2007. Mesmo que não chegue aos pés do original, THE LOST BOYS 2: THE TRIBE promete ser diversão certa.

A duplinha no lançamento da edição especial em DVD de OS GAROTOS PERDIDOS, agosto de 2004.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Homenagem aos aniversariantes!

Através de vídeos no YouTube, resolvi fazer uma pequena homenagem a essas pessoas que estão no meu coração como fã de cinema que completaram ou iriam completar (no caso de Hitchcock) mais um ano de vida de domingo para cá. É também uma maneira de agradecer pelas agradáveis horas que passei e poderei passar na minha vida só por causa delas.

ALFRED HITCHCOCK'S - IT'S A WONDERFUL LIFE



Steve Latshaw fica "puto" com Fred Olen Ray nos comentários de áudio no DVD de JACK-O



Jim Wynorski - Trailer de CHOPPING MALL



Steve Martin - I'M A DENTIST!! (legendado em português)



BJ Davis - Clipe musical feito por um fã do filme MISSÃO LASER, uma pérola dos filmecos B de ação



Wim Wenders - Buena Vista Social Club tocando Chan Chan

OS PODERES DA MÁFIA (Un Uomo in Ginocchio, 1978, ITA)


É de ficar injuriado quando terminamos de assistir a um belíssimo exemplo de cinema como OS PODERES DA MÁFIA e saber que ele continua terrivelmente obscuro. Lançado nos primórdios da VHS pela extinta PoleVídeo (a mesma de TERRITÓRIO INIMIGO!), essa obra-prima perdida de Damiano Damiani retrata o universo da máfia italiana com um realismo incomparável a nenhum outro filme assistido por mim que veio da Itália.

Como bem falou o único comentarista dele no IMDB, Palermo realmente parece péssima. E é nesse cenário cruel que conhecemos o nosso protagonista, Nino Peralta. Vivido com carisma e intensidade por Giuliano Gemma naquela que deve ser a melhor atuação de toda a sua carreira, Nino é um homem batalhador e humilde que tem a sua vida revirada ao avesso. Ele toma conhecimento através do bom amigo Colicchia (Tano Cimarosa) de que o seu nome está numa lista de pessoas a serem executadas por uma das gangues de Palermo. Também é Colicchia que passa a desconfiar das intenções de um homem chamado Antonio Platamonte (Michele Placido) desde que o vê pela primeira vez. Nino entra em desespero, pois ele não tem idéia do que fez para merecer isso, logo ele que trabalha arduamente todo dia para cuidar direito de um dos seus filhos que está doente. Platamonte acaba entrando em contato o pobre sujeito e é a partir daí que o filme realmente começa.


É através de Nino que Damiani faz o seu relato cívico e social a respeito dos problemas que afetam a vida dos que convivem diariamente com o peso do mundo do crime nas suas costas, mesmo que elas sejam trabalhadores inocentes. As excelentes atuações de todo o elenco que ainda tem Eleonora Giorgi, Ettore Manni e Nello Pazzafini fazem com que o filme seja ainda mais realista e chame a nossa atenção para o que ele quer nos dizer. OS PODERES DA MÁFIA é daqueles raros filmes feitos pela necessidade que o seu autor sente em transmitir a dor que está sentindo ao ver o que ocorre no mundo. A trilha sonora de Franco Mannino tem uma música-tema viciante que dá até vontade de sair por aí assoviando ela.

O filme é uma verdadeira preciosidade e levei um bom tempo para achar uma VHS dela num sebo por um preçinho dos mais camaradas pro meu bolso. Se você achar alguma perdida por aí ou uma cópia do filme feita em DVD-R, não pense duas vezes e pegue. Esse filme de Damiano Damiani certamente ficará para sempre em sua memória. Giuliano Gemma trabalharia outra vez com Damiani em A ADVERTÊNCIA, onde contracena com o veteraníssimo Martin Balsam.

PS: 1 - Se bem me lembro, o Otávio Pereira tem uma cópia à venda na sua lista promocional de títulos em DVD e DivX que pode ser pedida através do http://www.cineitalia.net/

2 - É o que dá querer dizer algo, escrever isso e não revisar direito. Quem leu o texto até o presente momento em que escrevo essas linhas deve ter estranhado comigo dizendo que Damiano Damiani estava descontando no mundo com OS PODERES DA MÁFIA. Ao incluir poucas palavras nela, essa frase agora tem o significado que eu queria que ela tivesse. Ufa!

Editado em 16/08/07 às 22:57

Trailer de ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO no YouTube

segunda-feira, agosto 13, 2007

Avisos

- A ZINGU! número 11 já está no ar. Essa edição veio quente com a polêmica que a coluna Cantinho do Aguilar trouxe. Ele detona sem dó e nem piedade BAIXIO DAS BESTAS sem ao menos ter assistido! Eu particularmente discordo dele em tudo, assim como o companheiro de luta Marcelo Carrard falou em seu MONDO PAURA. Penso que a pessoa que detona um filme daquela maneira deveria pelo menos assisti-lo em primeiro lugar. Bom... o que importa é a opinião deste nosso amigo, que assim como a de várias pessoas da blogosfera, merece ser ouvida. Ainda bem que Aguilar fala de outras coisas em sua coluna, como teatro, uma arte que não recebe o seu devido valor pela sociedade brasileira. A revista tem uma excelente entrevista mais uma vez. O convidado desta edição é Renalto Alves, o homem que co-dirigiu nada mais nada menos que 6 filmes com Sady Baby! Ainda temos dossiê Carlos Motta; Filipe Chamy falando sobre O SILÊNCIO de Bergman e O INQUILINO de Polanski; Carrard fazendo mais um belo trabalho nas colunas Subgêneros Obscuros e Cinema Extremo; Música com The Kinks, Nara Leão e muito mais. Acesse e confira esta revista que me faz dizer toda santa vez que cada edição vem sendo melhor do que a outra. Poxa vida... não custa nada piorar só um pouquinho na próxima vez, né? :P

- O curta-metragem de terror brasileiro ERA DOS MORTOS pode ser baixado gratuitamente através do seu site oficial. Rodrigo Brandão, diretor do curta, quer muito que o seu filme seja visto. Tanto que o próprio DVD oficial incentiva a pirataria! hehe. Ainda não assisti ao filme, mas qualquer coisa que façam por esse gênero aqui no Brasil merece toda a nossa atenção. A produção foi um trabalho feito com muito amor e dedicação por todos os envolvidos, inclusive o meu amigo Harlem Pinheiro (aka AlienAqtor) que tem várias faixas na trilha sonora que também pode ser baixada no site.

- O blog Palace Hotel mudou de endereço. Quando quiser ler a opinião do bravo André ZP sobre uma porrada de coisas, agora vai ter que acessar o http://photel.wordpress.com/

- Saiu o trailer de A ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO, a aguardada conclusão da trilogia de Zé do Caixão. Assista!

- GOD SAVE THE INTERNET!



Graças à comunidade do blog BoizeBlog no orkut, o clássico telefilme NÃO ADORMEÇA com Dennis Weaver e Ruth Gordon pode ser baixado via Torrent. Essa é uma notícia que certamente deve fazer a alegria de muitos fãs do gênero, inclusive daqueles que eram guris quando se assustaram pra valer com ele nos saudosos anos 80.

Torrent

Fico por aqui, compañeros(as). Abraços e até a próxima atualização!

Trailer de IRMÃOS DO CRIME (legendado em inglês):



Atores falam sobre o filme e seus personagens (legendado em japonês):

IRMÃOS DO CRIME (Jiang Hú / Gong Wu, 2004, HK)


Está para existir algo tão estiloso no cinema moderno quanto o cinema policial chinês. Lançado recentemente em DVD no Brasil, IRMÃOS DO CRIME confirma essa tendência ao se mostrar mais um belo exemplar do estilo. A trama não tem nenhuma novidade, mas a gente acaba mais atento pela maneira como ela é contada ao invés de ficar chateado pela sua parcela de previsibilidade.

No filme que se passa no curso de uma noite, o chefe Hung (Andy Lau) fica sabendo de duas coisas. A sua esposa dá luz ao filho que tanto esperava e que um assassino fora contratado para executá-lo em menos de 12 horas. Preocupado, o seu melhor amigo na organização apelidado de Canhoto (Jacky Cheung) lhe diz que o melhor a se fazer é sair da cidade e deixar os negócios com ele. Hung discorda e decide ficar em Hong Kong para proteger seus homens e sua família. Canhoto se decepciona com o amigo e envia seus homens para eliminar os três principais suspeitos (entre eles, Eric Tsang) pela assinatura do contrato de execução. Enquanto isso, vemos Yik (Edison Chen) e Turbo (Shawn Yue), dois jovens amigos do submundo, participando de um sorteio que dará chance a um deles de executar o chefão da cidade e crescer na tríade pelo seu feito.

Como dá pra perceber, temos mais da metade do elenco da série CONFLITOS INTERNOS aqui. Edison Chen e Shawn Yue estão melhores do que de costume e Andy Lau e Jacky Cheung passam mais da metade do seu tempo em cena dialogando dentro de um restaurante, mas o duelo de atuações e o carisma deles prendem o interesse. Faltou apenas o filme explorar de maneira um pouco mais satisfatória a questão do conflito de gerações dentro das gangues, algo que eu amo ver num filme do estilo. Lau e Cheung representam o antigo e Chen e Yue são o novo. Alguns personagens importantes ainda saem da trama como se não fossem nada.

Mas o clímax é inesquecível e emocionante. Por causa de uma revelação, o filme que antes aparentava ser só estilo acima de substância agora tem um significado. Mesmo que a gente tenha se tocado pouco tempo atrás sobre o que a produção realmente fala, é de se admirar o talento narrativo e visual de Ching Wong-Po. Com IRMÃOS DO CRIME, temos a revelação de um novo nome que deve marcar o cinema chinês, como vem fazendo o seu conterrâneo Johnnie To. Apesar de falho em alguns momentos, este filme de quase 1h20min é uma pequena surpresa que merece ser conhecida.

Just beautiful. :)

quarta-feira, agosto 08, 2007


Eu tinha lido maravilhas a respeito de BAD REPUTATION no IMDB e em outros sites. A maioria dos comentários dizem que ele é um grande retorno do "rape and revenge", subgênero esquecido que marcou o final dos anos 70 cujo mais famoso exemplar é o barra pesadíssima A VINGANÇA DE JENNIFER (aka Day of the Woman, 1977). BAD REPUTATION foi realizado em 2005 e passou por diversos festivais até ser lançado nesta semana em DVD na terra do Tio Sam. O filme fala sobre uma garota que é convidada para uma festa e acaba sendo estrupada por três rapazes. Para piorar a situação, ela passa a ser conhecida como a piranha da colégio e parte para uma sanguinária vingança.

Os comentários são muito animadores. Um deles ainda diz que BAD REPUTATION é daqueles filmes onde a gente sente pena dos vilões hehe. Vamos conferir, compañeros!


Trailer de BAD REPUTATION

ENCONTROS E DESENCONTROS (Lost in Translation, 2003, EUA)

Eu prometi a mim mesmo desde a última quinta-feira - que foi quando voltei a acessar a Internet regularmente - de que iria atualizar mais este blog da maneira como eu fazia antes, com pelo menos uns 4 posts de conteúdos diversos toda semana. Espero superar essa marca a partir de hoje falando de um daqueles filmes da linha "todo mundo viu, menos eu" que finalmente fui assistir neste final de semana. Além de ter um título original brilhante, ENCONTROS E DESENCONTROS da Sofia Coppola é uma beleza de filme. Aquele sábado tão comum ficou estranhamente bonito de uma hora para outra quando terminei de assisti-lo.


Bill Murray surpreende vivendo Bob Harris, um astro dos anos 70 que agora apenas vive da sua fama no passado. Ele está em Tóquio para fazer um comercial de uma marca japonesa de whisky. A linda e talentosa Scarlett Johansson é Charlotte, uma garota que também se hospedou no mesmo hotel de Harris com John, o seu marido fotógrafo (Giovanni Ribisi). Bob passa horas e horas no bar do local, enquanto Charlotte vive trancada no seu quarto por não ter familiaridade com a cidade e os amigos de John. É num momento de tédio que a moça vai ao bar e se encontra com o tristonho e decadente ator mandando ver nas doses de whisky. Do pequeno papo batido na ocasião, nasce também uma amizade que nem eles e nem os espectadores do filme conseguirão esquecer por um bom tempo.

ENCONTROS E DESENCONTROS é isso mesmo que vocês estão pensando. Um simples relato de uma amizade surgida entre duas pessoas de diferentes sexos e idades. Some-se ainda o fato de que elas tem a mesma nacionalidade e estão em um país completamente diferente do seu. Mas não se trata de um relato qualquer. Conduzido com visível carinho e sinceridade pela Sofia Coppola, o filme pede para que nós realmente fiquemos atentos ao que está acontecendo. É um daqueles raros filmes onde as imagens vistas ao redor das personagens e os gestos e expressões faciais delas transmitem mais conteúdo do que qualquer linha de diálogo escrito.

O desconforto sentido por qualquer estrangeiro que coloque seus pés pela primeira vez em um país como o Japão não poderia deixar de ser destacado. Num dos muitos momentos divertidos e memoráveis do filme, vemos Bob se atrapalhar todo para tomar um simples banho por causa da sua altura, que é fora da média nipônica.

Outra coisa de qualidade inquestionável em ENCONTROS E DESENCONTROS é a sua trilha sonora. Impossível de esquecer um desafinado Bill Murray mandando ver a imortal MORE THAN THIS de Roxy Music na cena do videokê. O cara conseguiu a proeza de deixar a música ainda mais deprê hehehe. Scarlett também não fica atrás com THE PRETENDERS na mesma seqüência. E o final com JUST LIKE HONEY de The Jesus and Mary Chain? PQP!!


Para mim, o único probleminha de ENCONTROS E DESENCONTROS é a grande quantidade de comentários que ele vem reunindo até hoje por ser muito elogiado, coisa que cria uma expectativa elevadíssima. Penso que teria gostado ainda mais dele se não fosse por causa disso. Já vi filmes de beleza maior ou semelhante sem todo aquele "auê" criado na época de seu lançamento e da sua premiação no Oscar. Isso meio que tenta forçar algumas pessoas a quererem gostar do filme só para dizer aos amigos que o recomendaram de que eles estavam certos. Outra produção que também se beneficia disso e eu não achei essas coisas todas é DOGVILLE, o primeiro filme que me fez usar o FF do DVD em muito tempo pra ficar passando as suas imagens de forma mais rápida e acompanhar as legendas. O foda é que eu acabei de colaborar com essa coisa que eu mesmo estou reclamando ao postar esse comentário aqui no blog. Eu, hein? De qualquer maneira, ENCONTROS E DESENCONTROS é puro cinema e um dos mais belos filmes que vi do início do ano até agora. Vale muito a pena conferir.

sexta-feira, agosto 03, 2007

Homenagens Póstumas

Mesmo nesta fase mais light do blog que caracterizou as últimas semanas com comentários sobre filmes de terror, tralhas e cinema de ação, não dá para não deixar de prestar uma pequena homenagem a essas três perdas que tivemos recentemente.

Michel Serrault


1928 - 2007

Ingmar Bergman


1918 - 2007

Michelangelo Antonioni


1912 - 2007

Primeiro trailer de MISSIONARY MAN

Estamos no ansioso aguardo de MISSIONARY MAN, que já entrou em fase de pós-produção. Só essas duas frases da sinopse dele no IMDB fazem com que qualquer fã de faroeste italiano suba pelas paredes: "A mysterious stranger rolls into town on a unique motorcycle. All he carries is the bible and a desire for justice."



MISSIONARY MAN está previsto para sair ainda este ano pela Sony Pictures, provavelmente em DVD.

Directed by Dolph Lundgren

Quem diria que Dolph Lundgren seria uma revelação do cinema de ação também atrás das câmeras? Comento a seguir os dois filmes dirigidos e estrelados por ele que já foram lançados aqui no Brasil em DVD.

O DEFENSOR (The Defender, 2004, USA/UK/GER/ROM)


Um filme que tem Jerry Springer fazendo o presidente dos EUA é algo que só vendo para crer. Talvez em outras mãos, O DEFENSOR seria esculhambação pura, chegando ao nível das tralhas que Steven Seagal anda fazendo. Lundgren viu que essa era uma boa chance para dar um novo rumo à sua carreira e o resultado final deste projeto se tornou um dos títulos mais curiosos a chegar nas locadoras em 2005. Quem iria dirigir O DEFENSOR era o canadense Sidney J. Furie, mas este teve que abandonar o trabalho por problemas de saúde. O ator teve um bom relacionamento com o diretor ao fazerem AÇÃO DIRETA, onde ele acompanhou de perto todo o processo de produção do filme, algo que só faz aumentar a experiência de qualquer pessoa com cinema. Então Lundgren se revelou apto a topar a parada e os produtores nem correram um risco muito grande pela produção ser pequena e com locações limitadas.

O DEFENSOR mostra uma equipe de segurança de primeiro escalão comandados por Lance, um veterano da Guerra do Golfo vivido pelo próprio Lundgren, para proteger a Secretária de Defesa Nacional em um hotel na Romênia. Chegando no local que está sem ninguém além dela e da equipe, a moça se encontrará secretamente com uma pessoa importante para a iniciativa de paz promovida pelo Presidente por causa do forte clima anti-terrorismo instaurado no país. É só o encontro se concretizar para que um grupo de rebeldes armados invada o hotel com a intenção de executar sumariamente todo mundo que está lá dentro.

Lembrando ASSALTO À 13ª DP pela trama passada num cenário limitado com invasores misteriosos, a ação e a tensão não cessam até o final. Só de vez em quando é que o Presidente e os responsáveis pela súbita invasão aparecem em cenas com mais diálogo. Os protagonistas não conseguem arranjar muito tempo para bater papo. Se você apenas quer um filme de ação bruto, violento e de ritmo acertado, O DEFENSOR não desaponta. Tem seus pontos fracos, é verdade. Agora a qualidade da ação compensa a traminha meio insossa e as patriotadas ridículas que poderiam ser evitadas. Creio que ele junto com o VINGANÇA (Wake of Death, 2004) do Van Damme fazem o par das fitas do gênero lançadas direto em vídeo mais legais de 2005.

CONFRONTO FINAL (The Mechanik aka The Russian Specialist, 2005, GER/USA)


Em menos de um ano após O DEFENSOR, CONFRONTO FINAL já estava sendo lançado nas locadoras brasileiras. Pense num filme difícil de achar aqui em Recife, tive de pegar uma cópia da turma do Capitão Gancho que tinha ele dublado. Me sujeitei a vê-lo assim mesmo, só que o ignorante que autorou o disco deletou as legendas em português disponíveis para a dublagem nas falas em russo. Aí tive de ficar adivinhando o que os bandidos falavam na maioria das vezes.

No início, vemos o protagonista Nikolai Cherenko (quase que esse sobrenome era outra coisa...) perdendo a sua família durante um tiroteio decorrente de uma negociação de drogas. O mafioso responsável pela tragédia consegue fugir, só que ele não contava que Nick era um ex-membro das Forças Armadas Russas. Numa madrugada, Nick acaba com todos os homens que acompanhavam o criminoso e ainda dá um balaço na cara do sujeito. Isso tudo acontece em menos de 10 minutos de filme!

Depois desse evento, o homem imigra ilegalmente para os Estados Unidos querendo começar uma nova vida. Lá, Nick trabalha numa oficina como mecânico (daí o título original) e recebe uma missão de uma rica senhora que sabe muito bem quem ele é. Ela lhe diz que sua filha foi vítima de um sequestro por parte de uma poderosa gangue russa. Nick reluta inicialmente, mas a moça acaba mostrando para ele numa foto quem é o responsável pela infelicidade dela. Sim, exatamente o sujeitinho que ele pensara ter matado anos antes na Rússia. Foi o gás que estava faltando para Nick largar tudo e voltar para o seu país natal. Se ele já iria atrás do nojento de graça, imagina agora bem financiado? hehe.

Enquanto O DEFENSOR é uma fita bem simples e direta com um certo clima dos filmes da Cannon, CONFRONTO FINAL (títulozinho genérico e repetido ainda por cima...) em tudo nos remete aos filmes de vingança feitos nos anos 70. Tá na cara que eu achei ele lindo, não é? A fotografia de cores meio chapadas de Ross Clarkson (de O LUTADOR, outro filme raramente bacana da Nu Image) salienta ainda mais as reais intenções de Dolph ao dirigir a produção. A influência de Sam Peckinpah nas cenas de tiroteio é absolutamente inquestionável. Até os típicos closes nas feridas sendo abertas por bala estão lá. Quem também atua no filme é Ben Cross (também de O LUTADOR) como William Burton, um americano beberrão que é apaixonado por uma prostituta e ajuda o personagem de Dolph na missão. Ele se responsabiliza por um saudável alívio cômico, que acho sempre bem-vindo quando se é efetivo. CONFRONTO FINAL ficou ainda mais legal na revisão que fiz para escrever essas linhas, o que geralmente encaro como um sinal de que o filme é mesmo bom.

Agradecimentos ao Otávio Moulin pelo ótimo post a respeito do último filme e de um professor muito curioso em seu blog.