segunda-feira, junho 25, 2007

A FORTALEZA 1 e 2



A FORTALEZA (Fortress, 1993, EUA) é uma das minhas ficções-científicas favoritas dos anos 90. Longe de ser uma obra-prima, essa pequena pérola do grande Stuart Gordon continua tão divertida quanto na época em que suas reprises faziam sucesso no Domingo Maior. Me lembro de tê-lo visto pela primeira vez com uns 11 anos de idade. Não tive muito êxito para rever ele decentemente depois, mas algumas de suas fortes e marcantes imagens continuaram comigo sempre. Na recente revisão, vibrei quando vi essas imagens de novo e ouvi a música-tema da produção. Cinema é fascinante por causa disso. Até um filme que não é essas coisas pode se revelar capaz de nos trazer uma emoção inesperada como a que tive naquela noite de domingo.

O filme se passa no futuro pessimista (tinha que ser...) de um país não-identificado. Existe uma rígida lei de controle de natalidade nele que não permite que as pessoas tenham mais de 1 filho. Christopher Lambert é John Brennick, ex-líder de um grupo de rebeldes que é preso quando tentou atravessar uma fronteira com a esposa grávida pela segunda vez. O primeiro filho deles faleceu na tentativa de gravidez anterior, mas para o governo eles violaram a lei. Brennick é encaminhado para a Fortaleza, uma prisão subterrânea de segurança máxima dirigida por uma empresa particular. A instituição conta com um sistema de monitoração considerado infalível, mas o novo presidiário só pensa em fugir para se reencontrar com sua amada.

Interpretando outros personagens, temos Kurtwood Smith como o diretor da prisão, um Clifton Gonzalez Gonzalez bem novinho e Jeffrey Combs (uma figuraça, como de costume) fazendo dois dos parceiros de cela do Brennick. Vernon Wells (o Bennett - aka Freddy Mercury - de COMANDO PARA MATAR) faz uma participação especial que termina de maneira surpreendente. No seu íntimo, Gordon sabia que seu filme não seria nenhum clássico do gênero e se diverte horrores na condução de um roteiro bem simples, mas de boas idéias. As reviravoltas e revelações dele perto da conclusão realmente funcionam, ao contrário das forçadas de barra que alguns filminhos hollywoodianos querem que o espectador engula a todo o custo. E pior que tem gente que engole e ainda acha uma das sacadas mais geniais que já viu num filme, mas esse é um outro assunto. O que importa é que A FORTALEZA continua muito legal depois de tanto tempo e merece uma chance de quem busca uma boa e rápida diversão.



Esse não é o caso de A FORTALEZA 2 (Fortress 2: Re-Entry, 1999, EUA). Não bastava ter estragado HIGHLANDER com aquelas continuações absurdas, Christopher Lambert também embarcou nesta que é uma das mais desnecessárias já feitas. Mesmo com alguns dos principais nomes do filme original tomando conta da produção, não tem coisa que salve ele da obscuridade merecida por causa de um roteiro tão pobre e cheio de clichês. Para não entregar muito o final do anterior, vamos dizer que John Brennick acaba preso de novo anos depois e enviado a outra prisão de segurança máxima no espaço. A cagada já começa daí, pois essa não é mais a Fortaleza. Então o filme não deveria nem ser feito, pra início de conversa. A única coisa que os dois filmes tem em comum são Christopher Lambert (cuja carreira também foi pro espaço) e os produtores.

Para piorar a situação, o roteiro também é reciclado. Muita pouca coisa muda, até alguns personagens que contracenam com Brennick lembram os do primeiro filme. De legal, apenas Pam Grier, o injustiçado Nick Brimble (de Frankenstein Unbound, último filme dirigido pelo Roger Corman) e o fato de que as moças não estão mais separadas dos rapazes quando tomam banho. Dirigido por Geoff Murphy (Chantagem Fatal, Jovens Demais Para Morrer e A Força em Alerta 2 e etc), o filme infelizmente é só uma cópia barata e inferior do original e não posso recomendá-lo. Mas quem não viu o primeiro pode se divertir mesmo assim.

PS: Mais alguém acha que o título original do A FORTALEZA 2 parece ser o de um filme pornô?? Que mente maldosa a minha...

Falando um pouco de mim outra vez e sobre a realização do CINEMANIA

A minha auto estima não estava das melhores no início da semana passada. Na noite de sexta pra sábado, tive uma das piores noites de sono de minha memória recente. Eu andava reclamando a mim mesmo que nunca mais tinha sonhado, só que no lugar de sonho tive um pesadelo que realmente fez jus ao nome. Foi o bastante para o meu sábado não ser legal. Quando dei uma melhorada no domingo com a chegada do meu irmão de viagem e decido ir ao cinema da Fundação Joaquim Nabuco assistir ao O HOSPEDEIRO, tomei conhecimento de uma notícia que me deixou abalado antes de ir ver o filme. Não me fiz de vencido e fui pra sessão. Ver a insólita aventura daquela família coreana realmente foi algo bom que eu fiz. Aquele belo filme me deixou sorrindo sozinho durante a solitária volta para casa. Pena que na segunda de manhã manhã aconteceu exatamente a mesma coisa, tive mais outra notícia chata. Pra piorar a situação, o meu vídeo pifou terça-feira e perdi a fita original de APACHE BRANCO dentro dele. Ela simplesmente torou e a sua situação piorou de vez quando tentei dar um jeito no aparelho.

É isso aí, companheiros, agora é mesmo hora de falar da primeira experiência pessoal que tive com um programa de televisão. Ele era fictício, mas a felicidade e a satisfação sentidas em vários momentos foram muito verdadeiras. VÁ E VEJA tem sido mais pessoal do que eu queria esses tempos. Espero não estar afastando leitores com isso, pois tudo não passa de uma fase. Na segunda mesmo, tinha pensado em dar um tempo no blog, tipo umas duas semanas sem atualização. Só que o meu humor deu uma melhorada logo na noite de quarta-feira, apesar dele não ser o mesmo de antes, logicamente. Aí a vontade de falar com vocês voltou e este último final de semana deu uma compensada nas coisas chatas que me aconteceram. Vamos ao relato que eu estava devendo sobre essa experiência marcante que tive a partir do final do mês passado.

Aquela quinta-feira, dia 31, começou diferente dos outros dias de maio. Fui fazer um "check-up" cardiológico que estava marcado semanas atrás. Sabe como é... checar os batimentos cardíacos, tirar a pressão arterial, receber a notificação de quais tipos de exame de sangue o médico quer e etc. Isso logo no primeiro dia em que comando uma gravação em um estúdio de TV, até parece que alguém lá em cima estava adivinhando. Depois do almoço e de um pequeno descanso, fui para a faculdade me encontrar com Andréa Lima (apresentadora) e Renata Amador (assistente de direção e produtora) para ensaiarmos o roteiro da apresentação em estúdio. Depois chegaram Renato June e Thiago Sales, que também estão cuidando da produção. Aliás, todos os cinco membros do grupo tem feito isso de várias maneiras com textos, imagens e sugestões para o programa. Renato digitou o conteúdo dos blocos no teleprompter (substituto eletrônico dos cartazes onde o apresentador lê as informações, ao invés de decorar todo o texto) e Thiago estava lá pra nos ajudar assim que eu ou mais pessoas do grupo entrassem em pânico, algo bem provável de acontecer.

Logo no ensaio, tive a sensação de que o clima entre nós iria ser dos melhores. Tudo rolou de forma divertida e respeitosa, embora eu ficasse demorando mais do que o necessário para tomar algumas decisões. Renata me alertou várias vezes sobre isso e esses alertas me ajudaram bastante na hora do "vamos ver". Eu não consigo imaginar uma pessoa melhor do que Renata para me ajudar lá dentro do estúdio naquele dia. Ela foi demais e Andréa também não deixou a desejar. Paciente, tranqüila e bem-humorada, a nossa apresentadora venceu os problemas que a estavam incomodando naquele momento, como uma dor nas costas que estava sentindo e o uso de uma lente de contato que estava bem fraca e os seus olhos nunca mais tinham usado. Com tudo isso, Andréa ainda estava excelente. Modéstia a parte, isso era algo já esperado por mim desde quando nos falamos pela primeira vez sobre o projeto e sua predileção em ser a apresentadora dele. Eu fui muito sortudo, hein? GOD SAVE THE WOMEN!!

O ensaio prolongou um pouco mais do que devia e a nossa professora Fabiane Lucena chegou no estúdio antes de Renata e Andréa voltarem da preparação da apresentadora. Sabe como é... colocar uma roupinha mais descontraída, uma maquiagem básica e etc. Essa aparição repentina da professora foi o bastante pro nervosismo tomar conta de mim. Para piorar a situação, o áudio do estúdio não estava chegando na sala de controle, mas os técnicos da faculdade fizeram o máximo para consertar tudo em pouco tempo. Somando tudo, tivemos um atraso de quase 25 minutos no nosso horário de gravação. Imagine o estado deste que vos escreve naquela hora em que a câmera ainda não tinha rodado qualquer imagem! Foi arrepiante, você sente todo um peso nas suas costas. Quem ficou conosco na mesa de corte (espécie de pré-edição durante a gravação) foi Éberes (aka Ceará), um dos técnicos da faculdade.

Na gravação, mais uma vez fiquei surpreso. Todos demonstraram uma boa segurança no que estavam fazendo. Cada um cometeu a sua mancadinha aqui e ali, eu mesmo tive uma pequena discussão com Renato pois ainda estava muito nervoso, mas confusão foi algo que praticamente não houve conosco. Eu só queria que tudo acabasse bem pra todos da equipe. Não sei se isso acontece com outras pessoas, mas a sensação que tive é que naquele momento nada mais no mundo importava mais do que o programa. A minha concentração era tanta que a professora tentou falar comigo em uma ocasião e eu não a ouvia!! Renata é que me disse que ela queria me dizer algo. Fui repreendido pela professora por causa disso, mesmo já sabendo que um bom diretor deve saber escutar todo mundo. Coisas do nervosismo mais uma vez. Perto do final, eu e Renata tentávamos um plano diferente com um pequeno movimento de câmera que tinha até sido experimentado no ensaio, mas não estava saindo legal. Aí tive que tomar a decisão de pularmos aquilo dali e fazermos um plano mais simples e direto mesmo pois a hora estava passando. O tempo é o maior inimigo que você pode imaginar no estúdio. Os outros problemas que podem aparecer são fichinha comparados a ele. Terminada a gravação, tirei o fone dos ouvidos, cumprimentei Renato e Thiago e saí correndo para falar com Andréa e Renata. O entrosamento e a interação do pessoal foi acima do esperado por nós e pela professora. Tanto que ela disse "O grupo está formado, só falta a emissora". Isso foi muito bom de escutar depois da descarga de tensão que tinha tomado hehehe.

No dia seguinte, já estávamos capturando mais vídeos para a ilha de edição e a fita bruta da gravação. As minhas duas colegas de grupo estavam comigo na hora e foi muito divertido rever aqueles pouco mais de 20 minutos que gravamos da apresentação para o CINEMANIA. Também foi impossível de conter as risadas quando ouvimos a voz de Renata me dizendo que a professora Fabiane queria falar comigo. Andréa ainda ria com as expressões que fazia quando não estávamos gravando. Ela disse que tentava imaginar o que acontecia na sala de controle. Depois deste dia, houve uma série de problemas em relação à reservas de horário na ilha de edição mais por causa do pessoal do 8º período que era prioridade. Fizemos o possível com o tempo conseguido, mas não terminamos o programa a tempo de ser entregue como a nossa prova de segunda unidade. Fabiane compreendeu, já que o mesmo tinha acontecido a todos os outros grupos com exceção do primeiro que gravou em estúdio. Na sexta-feira, dia 8 de junho, esse grupo ainda estava finalizando o seu programa. Nós queríamos muito ter o CINEMANIA prontinho no dia 11 ao invés de apenas entregar o seu roteiro final. O programa será finalizado sem falta no mês de julho, pois ele não pode ser só aquilo que foi feito até agora. Farei de tudo para vocês o assistirem pela Internet, através do YouTube e download de um link direto. Aguardem!

terça-feira, junho 12, 2007

ZODÍACO (Zodiac, 2007, EUA)

A semana passada foi bem puxada, não conseguimos terminar o programa de TV e participei de vários outros trabalhos para a faculdade. Sinceramente, esse é o final de período mais trabalhoso que eu tive até hoje. Mesmo assim, deu tempo para conhecer pessoalmente o amigo César Almeida, do blog DOLLARI ROSSO, e a sua carismática esposa Denise. César veio conhecer o Recife a convite do seu irmão que mora aqui e aproveitamos a ocasião para nos vermos pela primeira vez e batermos um papo. Todos os dois são gente finíssima. Quero muito vê-los de novo antes que eles partam de volta para Porto Alegre. Como ainda não consegui escrever sobre minha primeira experiência dentro e fora de um estúdio de TV, falarei de ZODÍACO e postarei um rápido texto sobre UZUMAKI que escrevi neste final de semana durante um tempinho livre.

A sessão das 15h20min deste último sábado no Multiplex do Shopping Recife estava lotada e isso é muito bom de se ver em um filme que não conseguiu um terço da propaganda que 300 teve. Vai ver ele também foi ajudado pelas poucas estréias interessantes do final de semana. De todos os filmes do David Fincher até este que irei comentar a seguir, só tinha gostado mais mesmo de VIDAS EM JOGO. Sou um dos poucos que gostam de verdade do ALIEN 3 e valorizo mais SEVEN e CLUBE DA LUTA mais pelos padrões que eles quebraram do que pelos filmes que são. Só QUARTO DO PÂNICO que nada mais é do que uma boa diversão para o espectador e para o próprio Fincher, que visivelmente adorou ter aquela experiência. No geral, posso dizer que nunca me decepcionei com este diretor e ZODÍACO não é exceção.


O filme retrata um caso verídico que ficou marcado na História dos Estados Unidos e nas mentes dos seus populares nos anos 70. Baseado no livro de Robert Graysmith, esse longa-metragem tem um elenco impecável com Jake Gyllenhall encarnando o próprio autor, que era cartunista do San Francisco Chronicles quando a redação recebe a primeira de várias cartas do assassino do Zodíaco. O conteúdo chama de imediato a atenção de muitos dos presentes, incluindo o jornalista boêmio Paul Avery (Robert Downey Jr.). Graysmith revela ser a pessoa que mais está atenta ao caso mesmo sem participar do jornal como repórter e Avery - que não é nada besta - começa a ficar mais próximo do colega de redação para receber a ajuda dele nas suas reportagens. Enquanto isso, os inspetores David Toschi (Mark Ruffalo) e William Armstrong (Anthony Edwards) da polícia de São Francisco começam a investigar o assassino após um inesperado homicídio ocorrido dentro de um típico bairro de classe média. Chloe Sevigny (uma moça que eu e o Daniel "The Walrus" não conseguimos imaginar mais sem a boca no "instrumento" hehe), Brian Cox, Dermot Mulroney, Elias Koteas, Donal Logue e Philip Baker Hall interpretam personagens periféricos, mas de fundamental importância na história. Tom Kopache é apenas uma presença decorativa na redação do SF Chronicles (não me lembro dele dizer uma palavra... o que é uma pena se isso for verdade) e até o mala do James LeGros está convincente em sua participação especial.

Nenhum dos maneirismos visuais que Fincher detonava em seus filmes anteriores está presente aqui. A narrativa de ZODÍACO é bem à moda antiga e moderna ao mesmo tempo com ótimas escolhas do diretor, como a montagem com cartas do famoso assassino e manchetes de jornais ilustrando a passagem do tempo enquanto vemos os personagens em ação. Digo sem qualquer receio que ZODÍACO é um dos mais fiéis relatos cinematográficos de um caso policial já feitos lembrando bastante TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE, que vem sendo mais citado pelos cinéfilos recentemente durante os comentários sobre o filme.

Ele lembra (e muito) ainda o excelente MEMÓRIAS DE UM ASSASSINO, que vem da Coréia e também fala de homicídios cometidos por um assassino em série que chocaram um país. ZODÍACO procura focar o quanto um caso pode mexer com a vida dos seus envolvidos, ao invés de explorar exageradamente a execução dos crimes. O realismo da produção é o seu maior ponto positivo. Já ouvi comentários dizendo que o filme era monótono, confuso e difícil. Sim, e o caso não foi exatamente assim? Toda aquela frustração constante que os personagens sentem a cada pista falsa que seguem e a cada erro cometido é sentida de imediato pelo espectador. E a esperta conclusão desagradará muitas pessoas que esperavam um final conforme as convenções do subgênero. Eu achei demais! ZODÍACO é fácil, fácil, o melhor filme do David Fincher e isso já pode ser o bastante para ele garantir lugar em várias listas dos melhores do ano.

Curiosidades:

Philip Baker Hall pode ser visto em mais uma das versões cinematográficas que relatam os crimes do assassino do Zodíaco. O filme também é chamado ZODÍACO aqui no Brasil e ele foi lançado em DVD pela Imagem Filmes. Já Anthony Edwards tem um dos seus melhores momentos no ótimo telefilme À SANGUE FRIO, que é baseado no clássico livro de Truman Capote que fala de um crime que também chocou os Estados Unidos.

UZUMAKI (Jap, 2000)


Original, bizarro, troncho e divertido ao mesmo tempo. Certamente não é todo dia em que a gente vê um filme assim. Você pode não gostar de UZUMAKI, mas provavelmente acabará concordando que o filme é uma experiência memorável. A beleza imagética da produção agrada até os detratores. Traduzindo para o português, o título original significa ESPIRAL. Quem diria que espirais seriam retratadas como algo de ameaçador em qualquer meio de expressão algum dia? Isso que eu chamo de imaginação.

Baseado em uma famosa HQ, esse exemplar do moderno cinema oriental de terror consegue se esquivar dos clichês tradicionais que tanto infestam os outros filmes, como aqueles fantasmas femininos cabeludos que viraram moda depois de THE RING. O filme inicia com um close parcial do rosto de uma garota que irá nos contar uma história acontecida na sua cidade natal. A seguir, temos outro close, desta vez na expressão facial de um rapaz morto e a câmera vai subindo e girando como se fosse uma espiral até vermos várias pessoas olhando esse mesmo cadáver das escadarias de um local. Me lembro do efeito que essa cena teve em mim quando testei o vídeo no meu DVD. Foi o bastante para deixar o filme guardado um tempinho hehehehe. Quando terminei de assisti-lo, vi que podia ter visto ele antes porque a curtição seria a mesma.


Depois dos dizeres iniciais, o espectador conhece a estranha protagonista quando ela repara que o estranho pai do seu melhor amigo (que também é estranho) está gravando um caracol numa câmera de vídeo. A garota não consegue puxar uma conversa, pois o homem está vidrado no animal. A partir do momento em que ela se encontra com o rapaz, o filme passa a se desenvolver e nós percebemos que o pai está cada vez mais obcecado por espirais de todos os tipos. Não demora muito para que essa insana obsessão vá tomando conta aos poucos dos moradores da pequena cidade (tinha de ser!) onde a moça reside.

É tudo muito absurdo e esquisito em UZUMAKI. O diretor Higuchinsky (até o nome do cara é estranho!!) fez um bom trabalho com um material que poucos saberiam como lidar. Não é qualquer um que encara um roteiro alucinógeno e surrealista como esse e faz o resultado final lembrar os bons tempos dos filmes de Lucio Fulci e Michele Soavi. Ao invés de respostas, mais e mais perguntas são jogadas nas nossas caras. No geral, o filme pode até ser definido rapidamente como uma coletânea aterradora de imagens inacreditáveis de tão insólitas, fascinantes e criativas acompanhada por uma trilha sonora bacana e atuações eficientes. Há ainda uma divertida referência ao clássico O EXORCISTA perto da conclusão.

Há quem diga que filmes no estilo de UZUMAKI são perda de tempo. VÁ E VEJA não pensa assim. Ver um filminho dodói do juízo de vez em quando sempre faz bem.

Agradecimentos à minha amiga Rosana Dias pela cópia.

segunda-feira, junho 04, 2007

Duas interessantes novidades em DVD

Na locadora:


Finalmente irei ver este filme do nosso querido Stuart Gordon com roteiro de David Mamet!! Já está anotadíssimo na memória para a minha próxima visitinha nas duas locadoras mais próximas de casa.

Nos balaios promocionais:


Eu já estou com esse filme na coleção faz mais de 1 ano. Só que toda vez que o vejo na prateleira e penso no sobrenome Godard rola uma preguiça desgraçada para puxar ele. O disco é da Spectra Nova e a capinha diz que a imagem é FULL, provavelmente deve ser cópia de VHS como a que eu tenho.

sexta-feira, junho 01, 2007

SKID MARKS 3: BURNIN' AS PHALT

Animação em stop motion feita por 4 estudantes norte-americanos. Fácil, fácil, um dos melhores e mais divertidos vídeos no YouTube. Dica do Tiago Casagrande, amigo da lista Cinefelia:



PS: Tudo correu bem ontem e nos demos melhor no estúdio do que pensávamos. Escreverei melhor sobre aquela noite inesquecível na minha vida acadêmica pra vocês assim que rolar um tempinho melhor para isso. Hoje de tarde mesmo eu já vou aprontar as minhas na ilha de edição. Abraços!