quarta-feira, novembro 29, 2006

terça-feira, novembro 28, 2006

domingo, novembro 26, 2006

BERNIE (Idem, 96, FRA)



A primeira vez que reparei no rosto e no talento de Albert Dupontel ocorreu em meados de 2004 quando vi o polêmico IRREVERSÍVEL. Depois tive o grande prazer de vê-lo novamente no tenso e inesquecível ASSALTO AO CARRO FORTE, puta filme que agora está colecionando poeira nas prateleiras das locadoras. Por causa deste último, passei a olhar para este artista, até então desconhecido pela minha pessoa, com outros olhos.

Há duas semanas atrás, o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco aqui em Recife anunciou uma mostra especial de comédias francesas e BERNIE, a estréia na direção de Dupontel, estava programado para ser exibido. Acabei deixando de aproveitar aquele tempo disponível para ver OS INFILTRADOS que tinha acabado de estreiar, mas este todo mundo sabe que ocasiões para assistir a um filme daquele porte na tela grande não devem faltar por umas três semanas após a primeira exibição.

BERNIE é o nome do protagonista, também interpretado pelo diretor e roteirista Dupontel. Ele é um homem de 30 anos que sai do orfanato com as suas economias bem consideráveis e está determinado a achar os seus pais que o deixaram jogado no latão de lixo quando ainda era um bebê. Bem... se não fosse pela grotesca imagem que acompanha esse post, você juraria que o filme era um dramalhão daqueles. O porém é o simples fato da personagem não ter a mínima noção do que é viver em sociedade, resultando em ações e reações um tanto desagradáveis.

O humor corrosivo de Albert Dupontel é destilado durante toda a duração do filme, que utiliza algumas seqüências dignas de figurar num legítimo representante do cinema extremo. Portanto, muitos espectadores poderão ficar chocados. Até agora só vi esses três filmes com o autor, mas creio que posso dizer que trata-se de um dos seus melhores desempenhos. Em diversos momentos, o perturbado Bernie chega a assustar pela sua completa inocência e falta de bom senso.

Dupontel ainda mostra ser bom diretor de atores, pois ninguém do elenco de BERNIE desaponta. Todas as atuações estão muito bem adequadas ao clima insano da produção. As insistentes comparações que fazem da condução deste filme com o estilo de Tarantino não devem ser levadas muito a sério. Meu conselho: simplesmente relaxe e aproveite aproximadas 1h30min de pura tiração de sarro com a sociedade em geral.

PS 1 - Finalmente vi OS INFILTRADOS nesta tarde de domingo. Gostei muito, mas CONFLITOS INTERNOS continua superior. Depois escrevo melhor sobre ele aqui.

PS 2 - Ainda bem que a ZINGU! é mensal, pois ela merece ser degustada como um bom vinho: aos poucos e com toda a atenção para a sutileza do seu sabor. Finalmente me lembrei de divulgar neste espaço a segunda edição desta revista eletrônica que vem ganhando leitores fiéis e adeptos a sua postura de falar de cinema com total ausência de frescuras por parte de um time de gente que realmente é apaixonada pelo assunto. Simplesmente imperdível!! E quem responder o quiz ganha uma tubaína de 2 LTS. paga pela equipe!!! hehehe.

domingo, novembro 19, 2006

PIQUENIQUE NA MONTANHA MISTERIOSA (PICNIC AT HANGING ROCK, 1975, AUS)


Hipnotizante. Memorável. Pertubardor. Esses três adjetivos se encaixam como uma luva em PIQUENIQUE NA MONTANHA MISTERIOSA, um filme que fez a crítica e o público internacional olhar para o cinema australiano com mais atenção. Fazem poucas horas que o assisti e continuo hipnotizado por aquelas belas imagens dos personagens na montanha acompanhadas pela trilha sonora inesquecível cujo tema principal é executado pelo Zamfir.

O filme trata de um misterioso acontecimento ocorrido na Austrália em 1900 durante um piqueninque organizado por um colégio interno de garotas quando quatro delas decidem conhecer uma montanha. Três não retornam conforme combinado e a restante volta gritando. A coordenadora do passeio também desaparece sem deixar vestígios. A partir daí, o espectador se sentirá um verdadeiro "voyeur" ao observar o desenrolar dos acontecimentos posteriores até a derradeira conclusão, graças ao talento de Peter Weir revelado ao mundo neste seu segundo longa-metragem. Talvez eu faça um comentário mais longo a respeito dele futuramente, mas agora não pretendo falar muita coisa para não entregar algum "spoiler" sem intenção. Se você é daquele tipo de espectador impaciente com narrativas mais densas ou estiver esperando um filme de suspense com doses cavalares de tensão, passe longe deste aqui. O filme é uma bela experiência cinematográfica construída a partir do fato real acima descrito e ponto final.

O DVD nacional está satisfatório. Ele é um disco promocional vendido nas Americanas e Carrefours da vida por 10 reais que tem também VALMONT de Milos Forman. Verdadeira pechincha para colecionadores. O filme em questão foi extraído da versão do diretor da Criterion Collection, só que com som stereo 2.0 (ao invés de 5.1 na versão original) e a imagem revela perdas de qualidade sofridas pela compressão em alguns momentos.

terça-feira, novembro 14, 2006

quarta-feira, novembro 08, 2006

REVOLVER - CENA DO RESTAURANTE

REVOLVER (Idem, 2005)


"O inimigo se esconderá no último lugar em que você o procuraria."

Julius Caesar


É com essa bela citação que o tão criticado novo filme do Guy Ritchie começa. A maioria esmagadora do público e crítica o detonaram sem piedade, mas acredito que o único motivo dessa má recepção tenha sido o fato de praticamente ninguém esperar algo tão fora do lugar-comum vindo do cara que nos brindou com os divertidíssimos JOGOS, TRAPAÇAS E DOIS CANOS FUMEGANTES e SNATCH. E outra, o grande público cada vez mais tem ficado com preguiça de pensar. Tudo graças à TV e aos exemplares de cinema "fast-food" jogados toda semana nos multiplexes. Os anteriores de Ritchie, embora despretensiosos e feitos unicamente para diversão, não fazem parte dessa leva.

O filme é um passo adiante na carreira do realizador britânico. Ritchie realizou um longa ousado, diferente e complexo. Tanto que, ao contrário dos seus outros filmes, ele só tende a crescer depois de uma revisão. Produzido por Luc Besson, REVOLVER acompanha o golpista Jake Green (Jason Statham, em seu melhor desempenho) após a sua saída da cadeia, onde passou sete anos de reclusão por causa de um incidente acontecido quando jogava cartas para Macha (Ray Liotta, demais!), líder da jogatina na cidade e chefe do crime. Três anos depois, o protagonista e seu grupo vai ao cassino do poderoso gangster com a intenção de arrancar uma boa quantidade de grana dele. E conseguem levar milhões da mesa de jogos...

Prefiro não entrar em maiores detalhes sobre o que acontece a seguir, mas Jake acaba envolvido com uma dupla misteriosa. Zach (Vincent Pastore, da série FAMÍLIA SOPRANO e OS BONS COMPANHEIROS) e Avi (André Benjamin, do grupo musical Outkast, que não deixa a desejar no seu papel) o comunicam de que ele apenas tem três dias de vida e que só irão ajudá-lo a acabar com Macha se todo o seu dinheiro lhes for repassado. Jake não leva aquilo a sério e começa a visitar vários médicos que confirmam aquilo que foi dito pelos dois sujeitos nada amigáveis. Acuado, o golpista deverá tomar uma decisão.

Devo estar procurando pêlo em casca de ovo, pois penso que REVOLVER possa ser considerado uma obra de arte. Nunca imaginava a quantidade de momentos que ficariam grudados na minha cabeça dias depois de tê-lo assistido. Dentre eles, há a queda nos degraus de uma pequena escada ao som da clássica "Lacrimosa" composta por Mozart (que por sinal toca na genial e brilhante montagem final de VÁ E VEJA, filme que batizou este blog), a situação desesperadora pela qual um dos personagens passa debaixo da mesa de um restaurante (PQP, que agonia!!) e tudo que é passado por Jake e Macha quando o primeiro invade a privacidade do sono do último. As atuações de Statham e Liotta estão impagáveis nessa cena, principalmente Liotta. Já Mark Strong se destaca entre os coadjuvantes, seria difícil até de dar mais atenção aos próprios protagonistas caso o seu Sorter - um respeitado assassino profissional - tivesse um tempo maior em cena. Mas pode-se dizer que Strong acabou sendo presenteado pelo roteiro de Ritchie (cujos diálogos continuam divertidos e afiados) por participar em algumas das melhores seqüências do filme.

Finalizando, recomendo REVOLVER já sabendo que se trata de uma recomendação difícil de ser feita pela reviravolta geral que ocorre na sua estrutura quando o filme chega perto do final. A minha surpresa maior foi ver Guy Ritchie se utilizar desta vez do seu estilo narrativo, personagens tronchos e de uma traminha aparentemente simples de jogos e trapaças para transmitir algo além de diversão ao espectador. Valeu a pena.

terça-feira, novembro 07, 2006

É sexta-feira...


Não consigo mais evitar tamanha ansiedade e saibam que estou contando os dias pra chegar logo o final de semana! Também não é para menos, Martin Scorsese finalmente deixou qualquer outro tipo de história de lado e voltou a mostrar interesse no cinema policial, que é o gênero onde ele se dá melhor. OS INFILTRADOS deve ser um programa, no mínimo, imperdível para qualquer cinéfilo que se preze.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Uma Homenagem



Se Charles Bronson estivesse vivo hoje, completaria 85 anos de idade. Marcelo Nova (se não me engano...) disse: "Quando Charles Bronson morreu, o mundo ficou mais gay". Preciso dizer que assino embaixo?